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16 Maio de 2020 | 18h02 - Actualizado em 16 Maio de 2020 | 20h21

Okavango atrai investidores

Luanda - Empresários nacionais e estrangeiros esperam adquirir concessões turísticas na região angolana do Projecto Okavango, que poderá tornar-se num factor preponderante na diversificação da economia por via do turismo.

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Bacia Do Okavango

Foto: Cedida à Angop

A informação foi prestada hoje, sábado, pelo presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional da Regão Okavango (ANAGERO), Rui Lisboa, em entrevista  à Angop.

A região angolana do Okavango possui um grande potencial turístico, abarcando  parcelas territoriais de seis províncias, nomeadamente Huambo, Huíla, Bié, Cunene, Moxico e Cuando Cubango.

Referiu que existe manifestação de investimento por parte de um grupo empresarial estrangeiro, no valor de  50 milhões de dólares norte-americanos, num projecto de ecoturismo.

“Vamos, por isso, articular com o Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, bem como o Governo Províncial do Cuando Cubango para viabilizar o projecto que, se for implementado, será um marco importante para a actividade turística da região e terá um efeito multiplicador no que concerne a atracção de investimento”, frisou.

Porém, afirmou que o Executivo angolano está consciente dos constrangimentos em termos de infra-estruturas e serviços básicos  que, de certa forma, condicionam o pleno aproveitamento das potencialidades turísticas da região, com implicações negativas na atracção do investimento.

Para inverter o quadro, o interlocutor informou que foi criada, a par da ANAGERO, uma comissão para a infra-estruturação das áreas de interesse turístico.

A construção de Postos Fronteiriços que interligam Angola e Namíbia, na área do Bwabwata e Bico de Angola, para integrar o país no roteiro turístico transfronteiriço, melhoria das vias de acesso e instalação dos serviços de comunicação, são as primeiras acções a executar.

Enquanto existirem estes constrangimentos, Rui Lisboa disse que a aposta vai passar pela atracção de investimento na região de forma faseada, direcionando-os para aquelas áreas de grande potencial turístico com condições mínimas para a implmentação de projectos.

São os casos, apontou o PCA da ANAGERO,  da área Bico de Angola, Boa Fé e Luiana Sede ( Jamba), na parte sudeste do Parque Nacional de Luengue Luiana, que são, actualmente,  as áreas mais nobres para atracção de investimento, em função de uma grande concentração de vida selvagem, com destaque para as espécies emblemáticas da fauna mundial  (Elefantes, Bufalos, Leões e Leopardos).

Sem desprimor para outras áreas de interesse turístico do País, o Okavango representa o maior  potencial turístico de Angola, em função da sua riqueza natural, que agregada a sua riqueza cultural e histórica,  permite criar um produto turístico rico e diversificado, para além de traduzir a  possibilidade de integrar a região no destino turístico da Área Transfronteiriça de Conservação Kavango Zambeze ( ATFC KAZA),  que já é uma referênciaa nível mundial.

Vantagens

Entre as vantagens, Rui Lisboa falou das oportunidades que podem surgir para outros sectores desde as infra-estruturas, transportes, serviços,  agricultura, comércio e outros com reflexo positivo para a vida das populações que residem na região, por ser o turismo uma área transversal.

Sublinhou também o facto de Okavango não se resumir apenas no potencial turístico, mas também trazer oportunidades no domínio da agricultura e exploração mineral,  de forma sustentável.

O entrevistado afirmou que todos os projectos a desenvolver na região do Okavango devem impactar positivamente na vida das comunidades, através da geração de renda, criação de emprego e incorporação das empresas da região na cadeia de fornecimento de bens e serviços para os empreendimentos turísticos e outros.

Assuntos Ecoturismo  

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