Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Turismo

25 Setembro de 2020 | 10h47 - Actualizado em 25 Setembro de 2020 | 10h47

Poupanças vão financiar dívidas e programas económicos

Luanda - Os seis mil milhões de dólares que Angola espera poupar até 2023 com a suspensão de pagamentos de linhas de crédito do G20, servirão para pagar outras dívidas em curso e co-financiar programas do Executivo de fomento da actividade produtiva e de inclusão social.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Os seis mil milhões a poupar até 2023 servirão para pagar dívidas e financiar programas de fomento da actividade produtiva e de inclusão social

Foto: Divulgação

Alem dos créditos do G20, Angola tem dívidas não suspensas com outros parceiros e que continuam a vencer juros e capital. Por isso, vai utilizar as poupanças resultantes da suspensão para pagar honrar compromissos com tais financiadores, segundo a ministra das Finanças, Vera Daves na conferência de imprensa sobre as negociações com o FMI.

Em relação a aplicação dessa poupança em programas de fomento económico e de inclusão social, a ministra disse que conta com comparticipação dos empresários do sector privado em projectos geradores de empregos e de crescimento da economia.

A governante referiu-se a co-financiamento de programas porque tem convidado os privados a participar das iniciativas do Governo, quer pela via das parcerias público-privadas quer pelo incentivo dos bancos a financiar a economia e projectos que possam diversificar a economia criar valores e receitas.

Em relação a inclusão social, falou do programa de transferências monetárias "Kwenda", projecto de assistência as famílias vulneráveis, avaliado em USD 420 milhões financiados pelo Estado e pelo Banco Mundial.

De acordo com vera Daves, através das parcerias pretende-se melhorar as condições de saúde, educação o e outras prioridades da população, fomentando a actividade económica, criar emprego e com isso ter-se acesso a mais receitas fiscais pela via de uma actividade económica mais pujante.

Clube de Paris

Em relação ao Clube de Paris, Angola, disse a titular das Finanças, já assinou o memorando aderindo a Iniciativa de Suspensão do Serviço da Divida (DSSI).

Entretanto, explicou que alem dos países que aderiram a iniciativa de suspensão do crédito, existem outros grandes credores com os quais negociaram do ponto de vista bilateral, mas evitou detalhar os termos da conversa por causa dos acordos de confidencialidade existente entre as partes.

"Nos podemos entrar nos detalhes por causa dos acordos de confidencialidade que temos com esses credores mas, obviamente, partilhamos sempre as poupanças as estimadas com esses processos. Somos totalmente transparentes nisso", disse a ministra.

Sobre as negociações com o FMI, referiu que não existem condicionantes e que esta organização acompanhou as iniciativas de Angola, e concluiu que sãoo suficientes para colocar a divida publica numa rota de sustentabilidade.

"Analisados todos esses factores, exercícios e poupanças chegou-se a conclusão que a divida angolana é sustentada", sublinhou.

Agências de rating

Neste ponto, a ministra disse que a avaliação da agência de rating Fitch sobre o risco Angola foi feita antes de terem acesso á decisão positiva do FMI.

"Elas decidem em função dos dados disponíveis e obviamente deviam ter dúvidas se o FMI iria considerar que estávamos prontos ou não. Certamente o resultado dessas duvidas se reflectiu naquilo que é a sua visão.

Na primeira semana de Setembro, a Fitch desceu o rating soberano de Angola para CCC, indicando que ha uma possibilidade real de incumprimento financeiro, devido ao significativo aumento da divida e deterioração das finanças públicas.

Destacou que as agências deram perspectivas estáveis, declarando que o Executivo angolano tem dado o seu melhor para implementar as reformas e tornar a economia mais resiliente.

Referiu que as entidades de avaliação de risco acompanharam o que estava a ser feito em Angola e com o desfecho positivo da terceira avaliação do FMI gostaria que reanalisassem tudo, pois continuam a seguir a uma estratégia de endividamento responsável, de melhoria da qualidade da despesa e alargamento da base tributaria para a ser cada vez menor a necessidade do endividamento. Vera Daves acredita que toda essa realidade vai ajudar que percepção do risco Angola diminua a medida que o tempo vai passando.

Uma agência de rating é uma entidade que avalia, atribui notas e classifica países ou empresas, segundo uma nota de risco, que expressa a capacidade dos mesmos pagarem as suas dívidas no prazo fixado.

Dívida de Angola

A divida de Angola ronda os 90% do PIB e 60% do Orçamento Geral do Estado 2020 (AKz 13,5 biliões).

Até final deste ano, o stock da divida publica devera atingir cerca de 123% do PIB.

China é o maior financiador de Angola com créditos na ordem dos 20.1 mil milhões de dólares.

Dados do Banco Nacional de Angola (BNA) referentes a finais de 2019 indicam que o Estado chinês e os bancos comerciais deste pais detêm USD 45% da divida externa de Angola, representando USD 22,4 mil milhões.

Em relação ao FMI, Angola recebeu, em Dezembro de 2018, mil milhões de dólares, logo com assinatura do acordo e, depois, com as duas avaliações anuais em 2019, 250 milhões em cada delas.

O que se recebeu ate agora do total de 3.7 mil milhões previstos inicialmente?

Aos 3.7 mil milhões, aquela instituição de Bretton Woods adicionou mais 765 milhões, no dia 16 de Setembro, depois da terceira avaliação, devido ao impacto da covid-19 na economia angolana.

Na quarta avaliação, o país vai receber USD 500 milhões, mais os USD 265 milhões do remanescente dos 765 milhões. E assim vai continuar até Dezembro de 2021.

Além destes parceiros, Angola tem compromissos financeiros com outros credores.

Assuntos Economia  

Leia também
  • 05/09/2020 16:58:42

    Angola apresenta potencial turístico em Beijing

    Beijing - O potencial turístico que o país oferece foi apresentado hoje, em Beijing, durante a abertura da Feira Internacional da cidade, pelo Embaixador de Angola na China, João Salvador dos Santos Neto.

  • 23/09/2018 07:01:01

    Malanje ganha hotel de quatro estrelas

    Malanje - Um Hotel de quatro estrelas, denominado Palanca Negra, foi apresentado ao público neste sábado, no centro da cidade de Malanje, pela ministra da Hotelaria e Turismo, Ângela Bragança.

  • 31/07/2018 17:15:37

    Passeio turístico marca Dia da Mulher Africana

    Dala - Um passeio turístico às quedas do rio Chihumbwe, localizado na sede do município do Dala, 160 quilómetros a sul da cidade de Saurimo, marcou hoje o Dia da Mulher Africana na Lunda Sul.