Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Discursos dos Presidentes » Discurso de boas-vindas na abertura da 31ª Cimeira da SADC

Discurso de boas-vindas na abertura da 31ª Cimeira da SADC

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

17/08/2011 - Discurso de boas-vindas do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na abertura da XXXI Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC

SUA EXCELÊNCIA
HIFIKEPUNYE POHAMBA,
PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA NAMÍBIA E PRESIDENTE
EM EXERCÍCIO DA SADC,
 
SUA MAJESTADE
REI MSWATI III DO REINO DA SWAZILÂNDIA,
 
SUAS EXCELÊNCIAS
CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DOS PAÍSES
MEMBROS DA SADC,
 
DIGNÍSSIMOS MINISTROS E MEMBROS DO CONSELHO DE
MINISTROS DA SADC,
 
ILUSTRES CONVIDADOS,
 
MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES,

Sentimo-nos honrados com a presença de Vossas Excelências, que muito nos engrandece, e esperamos que o calor humano e simpatia que vos dispensamos e as condições oferecidas estejam à altura dos sentimentos de fraternidade e amizade que têm para com o Povo angolano.
 
É com grande prazer que desejamos a Vossas Excelências os nossos melhores votos de boas-vindas.
 
Sentimo-nos lisonjeados por terem escolhido Luanda como sede desta Cimeira e tudo fizemos para que a vossa estadia seja o mais agradável possível, na expectativa de que tudo isto se venha a reflectir na qualidade dos trabalhos que vamos desenvolver.
 
O tema sobre o qual realizamos este nosso encontro é para nós demasiado significativo, pois trata-se de reconhecer a importância do desenvolvimento das infra-estruturas como garante da circulação de pessoas e bens e, concomitantemente, do desenvolvimento económico.
 
Permitam-me que diga que este foi o entendimento do Governo angolano há nove anos, quando pusemos fim à guerra e decidimos empreender um processo de reconciliação e de reconstrução nacional.
 
De facto, sem a harmonização dos espíritos e a recuperação e criação de novas infra-estruturas não seria possível assegurar a estabilidade e gerar novos postos de trabalho, pondo assim em causa o próprio processo de desenvolvimento.
 
Nestes termos, podemos afirmar que a criação de infra-estruturas é também um garante do processo de paz no interior de um Estado, pelo efeito multiplicador que tem no crescimento da economia, na distribuição da riqueza e na superação do desfasamento entre as diferentes áreas do país.
 
A título ilustrativo, podemos afirmar que recuperámos 3.982 quilómetros da rede básica de estradas; asfaltámos 6.699 quilómetros de estradas, estando em curso mais 1.743 quilómetros; reabilitámos 760 quilómetros de caminhos de ferro, estando em curso a reabilitação de mais 1.644 quilómetros; reconstruímos 250 pontes, construímos 121 e estão em curso de reabilitação mais 475; reabilitámos seis grandes barragens e construímos duas novas; reabilitámos e ampliámos oito postos de produção e transformação de energia eléctrica e construímos cinco subestações; reabilitámos cinco redes de transporte de energia eléctrica, construímos seis e temos cinco em construção e reabilitámos 15 redes de distribuição e construímos sete nas províncias do Kuando Kubango, Cunene e Lunda Norte.
 
Para além destas, foram construídas infra-estruturas sociais que permitiram o acesso de milhões de cidadãos à educação e à saúde.
 
Esperamos que esta Cimeira venha, de facto, a produzir os resultados esperados, por forma a que a nossa Comunidade possa beneficiar de um novo impulso que a projecte em definitivo na rota de um desenvolvimento sustentado e irreversível.
 
Cabe-nos a nós, que ontem levantamos a bandeira da liberdade contra a opressão, erguer hoje a bandeira da paz, da democracia e do desenvolvimento, sempre tendo no horizonte os interesses inalienáveis dos nossos Povos.
 
Muito Obrigado pela vossa atenção!