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Município do Bailundo, província do Huambo

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26/08/2008 - Município do Bailundo, província do Huambo

Muito obrigado a todos pelo calor da vossa amizade. Muito obrigado pela forma amigável como nos receberam aqui. Nós estamos muito contentes de ver como o Bailundo está a mudar.

Estivemos aqui a muitos anos e a situação não era esta. Era uma situação de tristeza, situação muito difícil. As escolas foram destruídas depois na nossa visita em 1992. Os centros de saúde, hospitais, enfim.

Agora tudo está a mudar. Tudo está a ser de novo construído, graças ao trabalho de todos os habitantes desta vila, graças a boa condução da senhora Administradora municipal, graças a boa orientação do senhor Governador da província do Huambo.

Temos agora mais escolas ou não? Temos agora mais crianças a estudar ou não? Temos agora mais assistência médica ou não? Temos agora mais água ou não? Aqui há luz eléctrica ou não? Pronto. Tudo está a caminhar bem. Muito obrigado e eu sei que os camponeses também estão a trabalhar muito, estão a trabalhar bem. Esta área tem vocação, entretanto é uma zona que produz bastante no domínio da agricultura, do milho e outros produtos. Hortícolas por exemplo.

Nós tomamos uma grande decisão há pouco meses. Orientamos o ministério da agricultura e o ministério das finanças para organizarem um sistema de compras que permita comprar toda a produção dos camponeses. Parece uma medida sem importância, mas com esta medida vamos impedir que muitos bens que são produzidos nas zonas rurais, e aqui mesmo também, se estraguem.

Vamos também permitir, que comprando estes produtos, os camponeses sejam clientes seguros. Possam vender sempre a sua produção, receber o seu dinheiro, que possa aplicar o seu dinheiro no aumento desta produção e na resolução de outros problemas da família. Isso vai permitir que a produção aumente, aumente cada vez mais.

Vejam só. Nós gastamos por ano mais de 400 milhões de dólares a importar bens alimentares para as Forças Armadas e para Polícia Nacional. Se pelo menos metade deste montante for destinado a compra, em todo o país, destes produtos que os camponeses têm estado a produzir nós vamos ver que muitos vão melhorar a sua condição de vida. Terão mercado seguro, terão receitas também seguras e com este dinheiro vão melhorar a suas vidas, vão fazer aumentar a produção, vão fazer o país crescer.

Portanto, meus caros compatriotas, a nossa presença aqui tem em vista ver como é que vocês estão e vejo que estão bem. Todos estão bem vestidos. Todos estão bem vestidos. Antigamente havia muita dificuldade com a roupa. Isto já é muito animador verificar. Vejo que já não há crianças magras, aquele quadro que nós víamos logo que terminou a guerra, de pessoas com muita fome, famintas mesmo, magras, desnutridas. Estamos a ultrapassar estas situações, felizmente.

Bom, mas agora temos que olhar para frente. Viemos aqui a convite do Rei Ekuiki IV. Ele pediu-nos para vir ver como está a mudar o Bailundo e também para ver como está a estrada que liga o Bailundo ao Huambo.

Portanto, esta estrada vai facilitar a circulação das pessoas para o Bailundo, para o Huambo, para o Kwanza Sul e para outras localidades. Nós dizemos ao Rei Ekuiki IV que a estrada está pronta, a estrada está entregue e quando quiser visitar-nos em Luanda, se quiser ir de avião vai de avião, mas se quiser ir por estrada também pode ir, que a estrada está boa.

Eu vou terminar já. Vou pedir um pouco mais de paciência para dizer duas palavras. A primeira é que hoje temos no país vários partidos, vários partidos políticos. Os partidos políticos estão agora a apresentar ao povo os seus programas, as suas intenções, isto é aquilo que eles querem para Angola.

No dia 5 de Setembro, cada um, depois de analisar o que cada partido está a apresentar ao povo, está a apresentar a população, o que pretende fazer, vai ter que escolher. Estão a minha recomendação é que saibam escolher. Escolham bem. O Bailundo está a mudar, está a caminhar, está a avançar, há pessoas que estão a trabalhar e se quisermos que este trabalho continue, que o país continue assim a mudar é preciso apostar, aceitar que aqueles que estão a fazer este trabalho continuem. E a escolha está nas vossas mãos. Ou continuamos e o país continua a avançar, a melhorar, a progredir e as nossas vidas também ou, se haver alteração, podemos ter atrasos. Podemos vir a constatar que quem entrar de novo pode levar tempo a conhecer os assuntos, a estudar os assuntos e a trabalhar de tal maneira que consiga a mesma velocidade, a mesma rapidez na resolução dos problemas que nós temos hoje.

Deixamos tudo à vossa consciência. O dia 5 de Setembro vai ser o momento importante na vida de cada um. Vocês é que vão decidir. Vão escolher o partido que têm no coração.

Aqui nesta praça, não sei se é coincidência ou não, mas eu vejo muitas estrelas amarelas, muitas bandeiras do MPLA. Pronto é sou o Presidente do MPLA, além de ser o Presidente da República. O Voto no MPLA significa o voto na continuação do programa do Presidente. Se os que estão aqui a frente vêm para me dizer isso, então eu digo muito obrigado, continuem. É disso que estamos a espera.

Viva o Bailundo! Viva o Bailundo!

Viva o Huambo! Viva o Huambo!

Viva República de Angola!

De Cabinda ao Cunene um só povo,
Uma só nação!

A luta continua e a vitoria é certa!

Um grande viva para o nosso Rei

Viva o Rei Ekuiki IV! Viva o Rei Ekuiki IV

A luta continua, a vitoria é certa.