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Por ocasião da visita de Sua Excelência François Bozizé, Presidente da República Centro-Africana

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14/10/2010 - DISCURSO PRONUNCIADO POR SUA EXCELÊNCIA JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA, POR OCASIÃO DA VISITA DE SUA EXCELÊNCIA FRANÇOIS BOZIZÉ, PRESIDENTE DA REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA

SUA EXCELÊNCIA FRANÇOIS BOZIZÉ, PRESIDENTE DA REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA, ILUSTRES MEMBROS DAS DUAS DELEGAÇÕES PRESIDENCIAIS, MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES,

É com regozijo que recebemos Vossa Excelência e a ilustre delegação que o acompanha, na sua primeira visita oficial à República de Angola.
 
O Povo angolano nutre grande simpatia e apreço pelo Povo da República Centro-Africana, de onde partiram, segundo muitos historiadores, grandes migrações de povos ‘Bantu’, alguns dos quais ao longo de muitos séculos se fixaram também no actual território angolano.
 
São, pois, ancestrais os laços que nos ligam e que estamos hoje em condições de solidificar e desenvolver.
 
Esta visita de Vossa Excelência é um excelente primeiro passo para o reforço da nossa amizade e para o relançamento da nossa cooperação bilateral.
 
O facto de os nossos dois países integrarem a mesma sub-região e de pertencerem à mesma organização de integração económica, a CEEAC, constitui mais um factor catalizador para que os nossos interesses comuns sejam orientados para o desenvolvimento económico e social dos respectivos povos.
 
Estão já identificadas algumas áreas em que é possível estabelecer a nossa cooperação, com vantagens recíprocas, e uma relativa complementaridade das nossas economias.
 
Os acordos que os nossos dois Governos vão assinar, especialmente o Acordo Geral de Cooperação, constituem a via adequada para que as excelentes relações políticas de ambos os países se traduzam no mais curto prazo numa cooperação dinâmica e útil em áreas como a defesa e a segurança, as telecomunicações, a geologia e minas e outras.
 
Estamos conscientes que a inserção da República Centro-Africana em pleno coração de África, com fronteiras com o Tchad, o Sudão, A República Democrática do Congo, a República do Congo e os Camarões, sem acesso directo ao mar, limita ou reduz a facilidade de importação e exportação dos seus produtos.
 
Nestas circunstâncias, a via aérea é uma das soluções possíveis e por isso estamos abertos ao alargamento da cooperação no domínio dos transportes aéreos, podendo assim a República Centro-Africana beneficiar de mais uma abertura ao mar através dos nossos portos.
 
EXCELÊNCIA,
 
A República de Angola, pela sua experiência histórica, conhece os problemas que as guerras criam ou causam e os seus efeitos perversos, tanto na sociedade em geral como na vida das pessoas e das famílias.
 
A paz é um bem indispensável a todos os povos que querem trabalhar para o desenvolvimento.
 
Angola vai continuar por isso a ser um factor de paz e estabilidade nos espaços geopolíticos e nas regiões em que está inserida, e nessa condição vai continuar a cooperar com todos os que estão empenhados na concretização do mesmo objectivo, como é o caso do país de Vossa Excelência.
 
Nessa perspectiva, a República de Angola está solidária com a República Centro-Africana e apoia o processo de pacificação e estabilização interna em curso nesse país, manifestando a sua disponibilidade para lhe prestar ajuda na medida das possibilidades e no espírito das iniciativas levadas a cabo pela União Africana e pela comunidade internacional.
 
Defendemos pontos de vista convergentes em relação à resolução dos conflitos que ainda afectam alguns países com os quais temos extensas fronteiras e que acabam por ameaçar a segurança interna dos nossos Estados.
 
Devemos continuar a pugnar pela consolidação dos nossos regimes democráticos, pela promoção do diálogo e da concertação e pela criação de condições cada vez mais favoráveis a um desenvolvimento sustentado.
 
Queremos conjugar esforços com o Governo de Vossa Excelência para manter na nossa agenda o combate com vigor e seriedade aos crimes transfronteiriços, à imigração ilegal, ao narcotráfico e a outros males que ainda ameaçam o nosso continente, precisamente por causa da permeabilidade das nossas fronteiras e dos elevados índices de pobreza das nossas populações.
 
Esse esforço deve estender-se também à luta contra as grandes endemias, como a malária e o HIV/SIDA, que atingem a população laboral do continente e provocam um elevado número de órfãos e de pessoas desamparadas.
 
Senhor Presidente, finalmente, saúdo uma vez mais a presença de vossa Excelência em Angola e espero que desfrute, assim como a sua delegação, da simpatia e da hospitalidade do povo angolano.
 
Convido todos os presentes a erguer as suas taças num brinde à saúde e longa vida de Vossa Excelência e respectiva delegação.