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Luanda

O maior centro urbano e económico do país e também onde se encontra o principal porto. É a terceira mais populosa cidade lusófona do mundo.

Luanda

A província

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Luanda (antigamente Loanda) é a capital do país e da província homónima. Luanda é a maior cidade de Angola. Banhada pelo Oceano Atlântico, é também o principal porto e centro económico do país.

Foi fundada a 25 de Janeiro de 1576 pelo fidalgo e explorador português Paulo Dias de Novais, sob o nome de São Paulo da Assunção de Loanda. Conta com uma população de aproximadamente cinco milhões de habitantes (estimativas de 2012), que a torna a terceira mais populosa cidade lusófona do mundo, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro, ambas no Brasil.

As indústrias presentes na cidade incluem as de transformação de produtos agrícolas, produção de bebidas, têxteis, cimento e outros materiais de construção, plásticos, metalurgia, cigarros e sapatos. A cidade conta com uma refinaria de petróleo, cuja produção está muito longe de satisfazer o consumo local de derivados. Luanda possui um excelente porto natural.

Os habitantes de Luanda são, na sua grande maioria, membros de grupos étnicos, principalmente ambundu, ovimbundu e bakongo. Existe uma minoria significativa de origem europeia, constituída principalmente por portugueses, e uma importante comunidade chinesa. A língua oficial e a mais falada é o português, sendo também faladas várias línguas do grupo bantu, principalmente o kimbundu. Luanda foi a principal cidade a acolher os jogos do Campeonato Africano das Nações 2010. A cidade acolhe, igualmente, em conjunto com o Namibe, o Campeonato Mundial de Hóquei em Patins, de 20 a 28 de Setembro de 2013, o primeiro evento desta natureza a ter lugar num país africano.

 O topónimo Luanda provém do étimo Lu-ndandu. O prefixo Lu, primitivamente uma das formas do plural nas línguas bantu, é comum nos nomes de zonas do litoral, de bacias de rios ou de regiões alagadas (exemplos: Luena, Lucala, Lobito) e, neste caso, refere-se à restinga rodeada pelo mar. Ndandu significa valor ou objecto de comércio e alude à exploração dos pequenos búzios colhidos na ilha de Luanda e que constituíam a moeda corrente no antigo reino do Kongo e em grande parte da costa ocidental africana, conhecidos por zimbo ou njimbo.

 Como os povos ambundos moldavam a pronúncia da toponímia das várias regiões ao seu modo de falar, eliminando alguns sons quando estes não alteravam o significado do vocábulo, de Lu-ndandu passou-se a Lu-andu. O vocábulo, no processo de aportuguesamento, passou a ser feminino, uma vez que se referia a uma ilha, e resultou em Luanda.

Outra das versões para a origem do nome refere que o mesmo deriva de "Axiluandas" (homens do mar), nome dado pelos portugueses aos habitantes da Ilha, porque quando aí chegaram e lhes perguntavam o que estavam a fazer, estes responderam "uwanda", um vocábulo que em kikongo, designava trabalhar com redes de pesca.

Quando os portugueses chegaram à região onde hoje se localiza a cidade de Luanda, esta era parte integrante do reino do Ndongo, vassalo do reino do Kongo, e era especialmente importante por ser uma zona produtora de zimbo, uma pequena concha com valor fiduciário.

 Respondendo a um pedido de envio de missionários feito aos portugueses pelo rei Ndambi a Ngola, do Ndongo, em 1557, no dia 22 de Dezembro de 1559 zarparam de Lisboa três navios com um emissário do rei de Portugal, Paulo Dias de Novais, e dois padres jesuítas, Francisco de Gouveia e Agostinho de Lacerda. Chegados à barra do Kwanza no dia 3 de Maio de 1560, a missão portuguesa foi recebida com hostilidade e desconfiança pelo novo rei do Ndongo, Ngola Kiluanje kia Ndambi, que os encarou como agentes do rei do Kongo, mandando-os aprisionar. Mais tarde, com a promessa de conseguir apoio diplomático e militar português, Paulo Dias de Novais teve permissão para regressar a Portugal.

Na sua segunda viagem a esta região, Paulo Dias de Novais partiu de Lisboa no dia 23 de Setembro de 1574, acompanhado por mais dois padres da Companhia de Jesus, tendo chegado à Ilha de Luanda em Fevereiro de 1575, aportando com dois galeões, duas caravelas, dois patachos e uma galeota. Aí estabeleceu o primeiro núcleo de colonos portugueses: cerca de 700 pessoas, onde se encontravam religiosos, mercadores e funcionários, bem como 350 homens de armas.

A Ngola Kiluanje kia Ndambi tinha entretanto sucedido Njinga Ngola Kilombo kia Kasenda, discípulo do padre Francisco de Gouveia, que, na sua estadia forçada de dezena e meia de anos, tinha aproveitado para fazer a sua acção evangelizadora entre os angolanos. No dia 29 de Junho de 1575, Paulo Dias de Novais recebeu uma comitiva enviada pelo Ngola para o saudar.

Reconhecendo não ser a ilha de Luanda o lugar mais adequado, avançou para terra firme e fundou a vila de São Paulo de Loanda em 25 de Janeiro de 1576, tendo lançado a primeira pedra para a edificação da igreja dedicada a São Sebastião — santo de grande devoção dos portugueses e patrono onomástico do rei de Portugal —, no lugar onde é hoje o Museu das Forças Armadas.

A escolha do novo local para a vila foi influenciada sobremaneira pela existência de um magnífico porto natural, situado numa baía protegida por uma ilha; de uma fonte de água potável, as águas do poço da Maianga na (então) lagoa dos Elefantes; e das excelentes condições de defesa oferecidas pelo morro de São Paulo, após a reconquista do lugar aos holandeses designado por morro de São Miguel, após a dedicação do forte que aí existe a São Miguel, santo da devoção de Salvador Correia de Sá.

A sua população constituída pela comitiva de Paulo Dias de Novais, composta por sapateiros, alfaiates, pedreiros, cabouqueiros, taipeiros, um físico e um barbeiro, tiveram dificuldades de adaptação à inclemência do clima e à carência de condições para a fixação. No entanto, a vila expandiu-se para a "Cidade Alta", na continuação do morro de São Paulo, onde se construíram as instalações para a administração civil e religiosa. Os soldados e os mercadores de escravos viviam na "Cidade Baixa", na área actual dos Coqueiros.

Em 1580, chegaram a Luanda dois missionários jesuítas, em 1584 outros dois e, em 1593, mais quatro. Apesar das naturais dificuldades encontradas, as primeiras tentativas da evangelização deram resultados apreciáveis, ao ponto de, em 1590, já se dizer que havia aqui cerca de vinte mil cristãos.

 No dia 1 de Agosto de 1594, chegou a Luanda um novo governador, João Furtado de Mendonça, que vinha substituir D. Francisco de Almeida e seu irmão D. Jerónimo. Fazia-se acompanhar por doze raparigas órfãs, educadas em Lisboa no recolhimento sustentado pela Misericórdia. A maior parte dos autores vê nestas raparigas as primeiras mulheres brancas que vieram para Luanda. Todas elas casaram com colonos aqui radicados.

 Durante este tempo, a economia da cidade assentava exclusivamente no comércio de escravos, proporcionando avultados lucros e um elevado nível de vida. Esta abundância reflecte-se em muitos aspectos da vida da cidade, por exemplo, nas festas levadas a efeito em 1620 para comemorar a beatificação de São Francisco Xavier. O custo da comédia pastoril representada e do fogo-de-artifício que se queimou, atingiu a soma de 3 mil cruzados, uma verba considerada exorbitante na época.

No entanto, nem tudo foram gastos sumptuosos nesta época. Em 1605, com o aumento da população europeia e do número de edificações, que se estendiam já de São Miguel ao largo fronteiro do actual Hospital Josina Machel, a vila de São Paulo de Luanda recebeu foral de cidade, sendo constituída a primeira vereação municipal. Nesta época, ergueram-se, na parte alta, as igrejas da Misericórdia, em 1576; a Sé Episcopal, em 1583, no local onde actualmente funciona Casa Militar da Presidência da República; bem como a igreja dos Jesuítas, em 1593; o Convento de São José, em 1604, no local onde hoje se ergue o hospital; o palácio do governador, em 1607; e da Casa da Câmara, em 1623, onde, mais tarde, funcionou o Tribunal da Relação de Luanda.

 Luanda tornou-se a partir de 1627 o centro administrativo da região - que se começou a chamar de Angola, mas cuja dimensão era muito limitada. Para a defender foi construída a Fortaleza de São Pedro da Barra, em 1618, e a Fortaleza de São Miguel de Luanda, em 1634. Isto, no entanto, não evitou a sua conquista pelos holandeses e o domínio da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, entre 1641 e 1648. Luanda é a maior e a mais densamente habitada cidade de Angola. Inicialmente projectada para uma população a rondar nos 500 mil habitantes, é hoje uma cidade sobre-habitada. Segundo os últimos estudos, vivem actualmente em Luanda mais de cinco milhões de habitantes (estimativa de 2012).

 

Superfície

A capital do país (Luanda) é a menor província de Angola. Tem uma área de 24.651 km quadrados.

 

Distância em relação às outras cidades

 

Divisão Administrativa

A província de Luanda, que integrou os municípios da Quiçama e do Icolo e Bengo, tem os municípios de Luanda, com sede na cidade de Luanda; de Cacuaco, com sede na cidade de Cacuaco; de Belas, com sede na cidade do Kilamba; de Viana, com sede na cidade de Viana; do Cazenga, com sede na comuna do Tala-Hady; do Icolo e Bengo, com sede na vila de Catete; e da Quiçama, com sede na vila da Muxima.

Município Distritos Urbanos
Luanda Ingombota
Maianga
Kilamba-Kiaxi
Rangel
Samba
Sambizanga
Belas Talatona
Kilamba
Benfica
Barra do Kwanza
Mussulo
Cazenga Sofene
Tala Hady
Cazenga
Hoji Ya Henda
11 de Novembro
Cacuaco Cacuaco
Kicolo
Funda
Viana Viana
Mbaia
Zango
Calumbo
Icolo e Bengo Catete
Cabiri
Bom Jesus
Cassoneca
Caculo Cahango
Quiçama Muxima
Demba-Chio
Mumbondo
Quixinge
Cabu Ledo

 

Clima

A província é semiárida de clima tropical quente e seco. A temperatura média anual da província situa-se entre os 25 °C e os 26 °C, com o máximo de 27 °C, coincidindo com o período das chuvas. Julho e Agosto são meses mais frescos, especialmente no litoral, onde a temperatura desce um pouco abaixo dos 25 °C. O clima da região é influenciado pela proximidade do mar — Corrente de Benguela — e, apesar de não ser demasiado quente, é húmido.

Nas zonas não urbanas, a vegetação mais comum é o capim e poucas árvores, com destaque para o imbondeiro (Adansonia digitata).

 

Grupos Étnicos

A população de Luanda é, na sua maioria, da etnia Kimbundo. A língua nacional mais falada é também o Kimbundo.

 

 População

A sua população é estimada em cinco milhões de habitantes. Luanda é a cidade capital de Angola.

 

Recursos Naturais

A província é rica em petróleo, enxofre, sal-gema, calcário e substâncias betuminosas.