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21 Outubro de 2019 | 13h27 - Actualizado em 21 Outubro de 2019 | 19h37

Moçambique: Líder da Renamo diz que partido está sob pressão para repor a verdade eleitoral

Maputo - O líder da Renamo, principal partido da oposição moçambicana, e candidato presidencial, Ossufo Momade, disse nesta segunda-feira, em Maputo, que a organização está sob pressão para fazer tudo em prol da verdade eleitoral, face à "escandalosa fraude", noticia a Lusa.

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Bandeira de Moçambique

Foto: Divulgação

"O partido Renamo - Resistência Nacional Moçambicana - tem estado a receber pressão de todos os quadrantes da sociedade moçambicana e não só, de modo a fazermos tudo para repor a verdade eleitoral", declarou Ossufo Momade, falando na abertura de uma sessão extraordinária da Comissão Política Nacional.

Nesse sentido, o órgão deverá apontar soluções para que o país saia do diferendo eleitoral que emergiu das eleições gerais de 15 de Outubro.

"Contrariamente a essa vontade comum e genuína (de eleições livres, justas e transparentes), tivemos, vergonhosamente, as eleições mais fraudulentas jamais vistas no nosso país e no mundo inteiro", frisou Ossufo Momade.

O país, prosseguiu, deve ultrapassar o litígio emanado do processo eleitoral, a bem da paz e da reconciliação nacional.

Os resultados parciais já anunciados e todas as projecções apontam para uma vitória expressiva, em todas as frentes, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder desde a independência.

A reunião da comissão política da Renamo tem como objectivo analisar a situação e decidir o que fazer, depois de o partido ter pedido, no sábado, a repetição das eleições, e de ter referido que foi violado o acordo de cessação de hostilidades, que serviu de base ao acordo de paz de 06 de Agosto.

O terceiro partido parlamentar, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), anunciou também, na sexta-feira, não aceitar os resultados, alegando fraude.

Algumas missões de observação eleitoral nacionais e internacionais, da União Europeia e Estado Unidos da América, anunciaram ter dúvidas e preocupações sobre a qualidade do processo eleitoral, do recenseamento à votação - mas há outras opiniões: a União Africana (UA) classificou-o como transparente e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) considerou-o em linha com as normas internacionais.

Assuntos Moçambique  

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