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18 Junho de 2019 | 13h43 - Actualizado em 18 Junho de 2019 | 13h36

Distribuídas duas mil plantas para combate a desertificação

Moçâmedes - O Instituto de Desenvolvimento Florestal do Namibe distribuiu hoje, (terça-feira), duas mil mudas de árvores aos moradores dos bairros da Aida e Boa-Esperança, município do Moçâmedes, província do Namibe, no âmbito da campanha de combate a desertificação em curso este mês.

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Em declarações à Angop, o chefe de Departamento Provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Pedro Chivela Joaquim, informou que a actividade está inserida no ambito das festividades do dia mundial de combate a desertificação (17 de Junho).

O IDF tem disponíveis actualmente quarenta mil árvores de várias espécies para serem plantas nas várias urbes desta circunscrição.

Fez saber que anualmente, o IDF distribui duzentas mil árvores para a plantação e assim ajudar a combate a desertificação.

Salientou que a instituição necessita de incentivo financeiro para aumentar a produção de árvores, com destaque para seis mil quilómetros quadrados de espaços para garantir a  pastagem para a região sul da província do Namibe.

Esclareceu que a planta denominada "Acácia nilótica" é uma planta leguminosa que pode servir para o combate a desertificação nas áreas críticas e ainda para alimentação dos ruminantes.

Enquanto isso em Malanje, o ambientalista Paulo Jorge defendeu a necessidade dos governos provinciais trabalharem na consciencialização das pessoas sobre a seca e a criarem programas de reflorestamento ambientais, com vista a se evitar a extinção de espécies e melhorar a qualidade climática das regiões.

Considera ser necessário que os grandes madeireiros e os governos provinciais criem projectos de reposição de árvores, abatidas indiscriminadamente, e procurem mecanismos de salvação das bacias hidrográficas.

Paulo Jorge apontou a emissão de gases para atmosfera através do processo de industrialização, queimadas anárquicas, a prática da agricultura e o abate indiscriminado de árvores feitas por acção humana, como sendo práticas que contribuem negativamente para a seca e a desertificação.

Precisou que as consequências da seca e a desertificação geram grandes problemas sociais, económicos, culturais e reduz a oferta de alimentos e a recuperação da área ambiental degradada.

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