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25 Setembro de 2020 | 18h08 - Actualizado em 25 Setembro de 2020 | 18h08

Protecção da tartaruga marinha salvaguarda ecossistema

Lobito - A Associação "Projecto Cambeú" apelou hoje, sexta-feira, às autoridades e sociedade civil angolana sobre a importância de protecção da tartaruga marinha, actualmente em vias de extinção, para a salvaguarda do equilíbrio desse ecossistema, soube a Angop.

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Tartaruga gigante

Foto: Angop

Dissertando num seminário sobre o Dia Marítimo Mundial, promovido pela empresa portuária do Lobito, a representante da referida associação, Luz da Barbosa Murillo, alertou que se a tartaruga marinha não for protegida, a população mundial corre o risco de ficar privada dos recursos pesqueiros.

“Elas têm uma forte influência no equilíbrio do ecossistema marinho, já que comem algas, alforrecas e outros elementos que causam danos ao mar e matam os peixes”, frisou.

Segundo a activista, de nacionalidade colombiana, a associação surgiu em 2017, quando veio trabalhar em Angola, na cidade do Lobito, e teve o sentimento de proteger a espécie, mas o projecto “amadureceu” entre 2019/2020.

Fez saber que, das cinco espécies existentes em Angola, apenas duas aparecem na zona costeira da província de Benguela, nomeadamente a tartaruga Gigante e a Oliva, esta última vista com frequência na comuna do Egipto Praia.

Com ajuda de 12 voluntários, a associação já devolveu ao mar, no ano passado, mais de 12 mil “filhotes”, protegeu cerca de 120 tartarugas adultas e espera ampliar o seu raio de acção.

Sobre os riscos de extermínio do animal, revelou que durante a desova, há animais que procuram os seus ovos para alimentar-se e também as recentes construções na praia não dão espaço para elas colocarem os seus ovos.

 Além disso, na altura das tartaruguinhas irem ao mar, são mortas por aves, gatos e carangueijos.

Sobre as áreas de protecção das tartarugas, Barbosa Murillo apontou a Restinga e o Compão, acrescentando que na Praia Bebé ainda encontram alguma resistência por parte da população.

Para o efeito, afirmou que tem conversado com os sobas e autoridades tradicionais para exercerem a sua influência junto às populações, no sentido de se evitar a extinção da espécie.

Dada a importância desta iniciativa, a activista revelou que conta com a parceria da Universidade de Aveiro (Portugal), que o ano passado melhorou os seus procedimentos, acrescendo conhecimentos científicos sobre o animal.

“Este ano ficou adiada a vinda de um técnico da Universidade a Angola devido a Covid-19”, lamentou.

Agradeceu, no entanto, alguns patrocínios que tem recebido, como o da empresa cervejeira Soba Catumbela, em termos de uniformes e refeições durante as actividades, e conta ainda com mais parcerias, já que a associação usa fundos próprios para empreender esta acção social.

Por sua vez, a representante da ONG WIMAFRICA, Mara Neto, afirmou que a sua organização abraçou a causa e está a incentivar mulheres e jovens a participar em toda a esfera da economia azul, além de elaborar projectos para a conservação da natureza.

A Associação "Projecto Cambeu", de iniciativa privada, visa, sobretudo, proteger os ovos que as tartarugas desovam nas praias do Lobito como forma de protegê-los dos caçadores furtivos, que durante a noite se apoderavam das futuras crias. O termo “Cambeú”, é de origem da língua Umbundu que em português, significa Cágado ou tartaruga.

O Dia Marítimo Mundial é celebrado na sede da Organização Marítima Internacional (OMI), em Londres, a 24 de Setembro. De 28 a 30 de Outubro ocorre em Durban, na África do Sul, o evento paralelo de comemoração. O evento paralelo, que leva a celebração do Dia Marítimo Mundial para fora da sede da OMI, foi realizado pela primeira vez em 2005, tendo Portugal sido o país anfitrião.

A importância da segurança e protecção da navegação marítima, das indústrias marítimas para o comércio mundial e a protecção do ambiente marinho são os motes que justificam a existência deste dia internacional.

Para prestigiar o evento, estiveram presentes, além do Presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, o Capitão do Porto, o director provincial das Pescas, bem como o rei do Bailundo, Ekwukui 5.

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