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15 Setembro de 2017 | 06h37 - Actualizado em 15 Setembro de 2017 | 12h29

Afrobasket2017: Angola perdeu o campeonato na preparação - Mário Palma

Tunis (Do enviado especial) - O antigo seleccionador nacional de basquetebol, tetra campeão africano com o cinco angolano, Mário Palma, afirmou que a má prestação de Angola no Afrobasket2017 deveu-se a uma preparação deficiente e mal programada.

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Mario Palma

Foto: antonio Escivao

Em declarações à imprensa, depois da derrota da selecção nacional diante do Senegal (66-57), nos quartos-de-final, o técnico luso-guineense disse que o conjunto orientado por Manuel Silva não realizou jogos competitivos que pudessem avaliar o nível da equipa e ao mesmo tempo aumentar o ritmo competitivo dos atletas.

Referiu que na China o cinco angolano não defrontou as selecções principais da China e Lituânia, o que retirou a componente competitiva dos jogos.

Por outro lado, frisou que o facto de ficar cerca de três semanas sem jogar, depois de regressar do estágio, retirou a forma desportiva dos jogadores, motivo que levou alguns atletas a se apresentarem a baixo de forma.

“Uma selecção não pode ficar muito tempo sem jogar antes de vir disputar uma prova desta. Angola não estava em forma suficiente para disputar o africano e ressentiu logo na primeira jornada diante do Uganda. Quando fiquei a saber da preparação percebi logo que não teriam hipóteses de discutir o troféu”, salientou, informando que a Tunísia realizou jogos com as equipas principais da França e Espanha e uma semana antes da competição voltou a defrontar selecções africanas.

Mário Palma, que orienta a Tunísia no Afrobasket2017, disse ainda que o período em que a “camisola” de Angola ganhava jogos passou e que têm que se adaptar a nova realidade. “Antes os adversários tinham medo até da camisola, bastava ouvir Angola para tremerem, agora é diferente, as outras selecções estão melhor preparadas”, sublinhou.

O técnico que também treinou o 1º de Agosto aconselhou a FAB a alterar o período de nomeação dos técnicos e das eleições para dirigir o referido órgão.

“O Gi foi indicado em Junho, quanto tempo teve para programar a preparação”, questionou, realçando que há necessidade de se indicar mais cedo o seleccionador, de preferência em Janeiro, para que o mesmo possa planear tudo com calma e inclusive agendar jogos competitivos.

“Por outro lado, as eleições na federação não podem ser realizadas em vésperas de uma prova como esta, não dá espaço para a nova direcção, desde as eleições a tomada de posse, criar condições de trabalho para uma competição desta envergadura”, acrescentou.

Assuntos Afrobasket  

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