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25 Janeiro de 2019 | 19h33 - Actualizado em 25 Janeiro de 2019 | 19h43

Preço de hotéis inibe clientes em Luanda

Luanda - A província de Luanda, fundada oficialmente a 25 de Janeiro de 1576, continua a liderar o "ranking" da rede hoteleira do país, com um total de 109 hotéis e 50 resorts, muitos dos quais duramente afectados pela crise económica iniciada em finais de 2014.

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Sunsil Hotel de Tres Estrelas No municipio da Samba Benfica (Ilustração)

Foto: Antonio Escrivao

(Por Vissolela Cunha e Quinito Bumba)

Principal ponto de entrada de turistas estrangeiros para o país, a antiga São Paulo de Assunção de Loanda registou, nos últimos dez anos, um incremento da rede hoteleira.

Dados oficiais do Ministério da Hotelaria e Turismo referem que, em 2009, existiam apenas 27 hotéis na capital angolana, ou seja, menos 82 em relação ao número actual.

Além dos hotéis, a cidade conta com 63 pensões, 12 aldeamentos, 37 hospedarias, sete albergarias, uma pousada e igual número de estalagens, além de dois aparthotéis.

Desde a altura da realização do CAN/2010, a rede hoteleira e similares tem crescido em Luanda. Mas, nos últimos quatro anos, regista-se queda na taxa de ocupação.

Segundo as autoridades do sector, uma das razões da fraca ocupação da rede hoteleira é a saída do país de cidadãos estrangeiros, em consequência da crise económica.

Diante deste cenário, alguns hotéis e similares erguidos no período do CAN/2010 já estão quase inoperantes ou a funcionar a "meio gás".

Outro problema que marca pela negativa o mercado hoteleiro de Luanda é o elevado custo da estadia em grande parte dos hotéis, que chegam a atingir 300 mil kwanzas por noite.

Segundo especialistas do mercado, os preços praticados pelos hotéis de Luanda "ainda estão além do poder de compra dos clientes", sobretudo os nacionais.

De acordo com um estudo da consultora Proprine Yeld, publicado pelo jornal Valor Económico em 2017, a taxa de ocupação dos hotéis em Luanda baixou de 80 para 40 por cento, entre 2015 e 2016, por causa da alta dos preços e da crise financeira global. 

Hoje, essa taxa de ocupação das unidades hoteleiras em Luanda ronda entre 30 e 15 por cento.

Para recuperar o mercado, alguns proprietários de hotéis reduziram os preços, sem, contudo, chegar a um preço que estimule, grandemente, o turismo interno.

O estudo daquela consultora indica que, entre 2014 e 2016, o preço das diárias nos hotéis de quatro estrelas foi o que mais se ressentiu da crise financeira, com os preços médios a recuarem dos USD 300 para USD 130 em relação à tabela dos anos anteriores.

Em 2017, a diária média num hotel de três estrelas, por exemplo, situou-se em USD 200, sendo que, para um hotel de cinco estrelas, oscilou em torno dos USD 380.

Pontos turísticos se mantêm

Apesar da retracção da rede hoteleira, a província de Luanda, com mais de sete milhões de habitantes, continua a oferecer grande diversidade de pontos turísticos.  

Os dados oficiais indicam que, na capital do país, existem 71 pontos turísticos, sendo 27 de destinos naturais e 44 locais históricos e culturais.

Entre os destaques estão a Ilha do Mussulo, museus e monumentos, como os museus Nacional de História Natural, da Escravatura, a Fortaleza de São Miguel e o Palácio de Ferro, que constituem o principal acervos histórico de Luanda.

Luanda oferece também opções para prática do ecoturismo, como a praia do Mussulo, Palmeirinhas, Reserva da Ilha dos Pássaros, além da vasta área do Parque da Quissama.

Segundo o presidente da Associação de Guias Turistas de Angola (Aguita), Paciência Samuel, o turismo é um dos sectores que contribui significativamente para o desenvolvimento do país, uma vez que fomenta a criação de novos postos de trabalho.

Por essa razão, encoraja o governo de Luanda a promover o turismo.

Assuntos Angola  

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