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11 Dezembro de 2019 | 05h14 - Actualizado em 11 Dezembro de 2019 | 05h14

Huíla: Cooperativa prevê triplicar produção de batata com PAC

Lubango - A Cooperativa 1º de Maio, a mais produtiva do perímetro irrigado da Matala, na Huíla, prevê triplicar a produção de batata rena, de quatro mil toneladas anual para 12 mil toneladas, com o Programa de Apoio ao Crédito (PAC), informou terça-feira, no Lubango, o seu presidente, Victor Fernandes.

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Huíla: Produção de batata-rena

Foto: Morais Silva

Huíla: Víctor Fernandes - produtor de batata

Foto: Amélia Oliveira

A cooperativa, que existe desde 2002, trabalha numa área de 2.500 hectares para diversas culturas, dos quais 1.500 são destinados à produção da batata, congregando um total de  106 agricultores.

Em declarações à Angop, o produtor que participa na 2ª edição da Feira da Batata, que acontece até sábado, disse que com o PAC um novo cenário se abre para os agricultores, mas esperam que o processo de concepção dos financiamentos não seja moroso.   

“É uma mais-valia, pois temos terras, mas não recursos suficientes para trabalhar no local, o pouco material que temos é ínfimo para a capacidade total das nossas terras e se nos dessem o crédito, vamos poder ocupar todo o terreno e poderíamos triplicar a nossa actual produção”, declarou.

Realçou que já canalizaram a documentação de sete associações de produtores para adesão ao crédito há três meses e aguardam ansiocos por um feedback positivo.

Salientou estarem com pelo menos 450 toneladas de batata rena de consumo em conservação através de câmaras frigoríficas para a venda posterior, assim como quantidades de alho, limão, cebola para comercialização no município da Matala e não só.

Destacou que o problema ainda tem sido a aquisição de sementes a partir da Holanda, uma vez que degenera num período de três a cinco anos e com a falta de divisas no país é difícil fazer a aquisição naquele país, em que cada quilograma é comprado a perto de 300 kwanzas.

“No momento estamos a trabalhar com as sementes antigas adquiridas na Holanda e um ou outro agricultor que conseguiu fora do país e revende a outros, situação difícil, pois já experimentamos uma da África do Sul, mas não se adaptou, daí continuarmos a pensar sempre na Holanda”, continuou.

Salientou que o país devia fazer investimentos para produção da semente local, fazer-se um estudo, ter terras próprias, fertilizantes adequados, uma vez que Angola adapta-se bem e poderiam ser auto-suficientes na produção de batata.

Actualmente a cooperativa dispõe de variedades, como a batata mundial (mais produtiva), jacks, desorré e a picasso (mais procurada), que, para além da cidade do Lubango e Matala, são vendidos nas províncias do Cunene, Namibe, Cuando Cubango e Luanda.

O PAC visa facilitar o acesso ao crédito aos produtores, para redução das importações, com realce para os produtos da cesta básica.

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