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11 Dezembro de 2019 | 05h33 - Actualizado em 11 Dezembro de 2019 | 05h23

Veterinária levanta proibição da venda de suínos na Humpata

Lubango - Sete meses após a ocorrência da peste suína africana que dizimou mais de mil porcos, os produtores, comerciantes e consumidores de suínos na comuna das Neves (Humpata) já podem voltar a movimentar o comércio da carne e derivados, levantada que está a proibição pelo Instituto de Veterinária na Huíla.

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Criação de porcos

Foto: David Dias

O surto dizimou um total de mil e 422 porcos na comuna das Neves, em Março e Abril, num universo de oito mil efectivos suínos estimados na localidade e durante o período foram desenvolvidas normas sanitárias para o controlo da doença, o que incluía a proibição da venda, transportação e consumo da carne e seus derivados.

A informação foi avançada terça-feira, nesta cidade, pelo chefe dos serviços de veterinária na Huíla, Samo Daniel, afirmando que foram colhidas amostras e enviadas para um laboratório de diagnóstico definitivo em Portugal, que provou não existir mais casos da doença.

“Durante o período não se observou nenhum caso clínico e considerando que não se encontraram anticorpos contra o vírus da peste suína africana estão reunidos todos os pressupostos de controlo da doença, entretanto, os serviços municipais de veterinária da Humpata devem intensificar a vigilância epidemiológica”, informou.

Apelou aos produtores, consumidores da carne e autoridades locais a informarem de qualquer sinal de um animal com características da doença, para fazerem chegar aos serviços de veterinária ou administrações comunais e de bairros mais próximas para poderem tomar as medidas necessárias.

Fez saber que a região das Neves tem registado surtos recorrentes da peste suína, mas de forma geral os outros municípios da província não registam casos da doença desde 1990, enfermidade que é motivada pelos reservatórios da doença, como a zona e o porco selvagem.

Samo Daniel lembrou que o surto não afecta o ser humano. Ainda assim, não se recomendal o consumo da carne.

A peste suína, exclusiva para porcos, não tem cura e nem vacinas, começa com uma apatia, passando pela perda de apetite, temperatura alta no animal, manchas vermelhas no abdómen, entre as pernas e nas orelhas. Nas fêmeas prenhe causa também abortos.

A doença foi diagnosticada pela primeira vez no Quénia (África) e tem sido observada desde o século XX e actualmente alastrou-se em toda região da África Subsariana. A peste é causada por um vírus composto por DNA fita dupla, pertencente à família Asfarviridae.

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