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20 Junho de 2019 | 18h00 - Actualizado em 20 Junho de 2019 | 19h36

Moçambique: Privatizações abre caminho à dinamização do agro-negócio

Maputo (Dos enviados especiais) - O concurso público internacional em curso em Angola para a privatização de várias empresas agrícolas de grande dimensão vai ajudar a dinamizar o agro-negócio que ainda está em fase embrionária no País, segundo o secretário da Estado da Agricultura e Pecuária, José Carlos Benttencourt.

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Silos para grão, numa fazenda agrícola

Foto: Óscar Silva

Ao falar à  Angop, em Maputo, no  final da apresentação  do  tema “Agro-negócio”, na 12ª Cimeira Empresarial EUA-África,   o secretário de Estado da Agricultura referiu  serem  14 investimentos  na área  da agro-indústria, em pequenas unidades de produção  e transformação  de produtos agrícolas que podem  impulsionar o sector. 

Para   José  Benttencourt existe,  em Angola, várias oportunidades  para dinamizar o  agro-negócio, tendo  já criado  políticas no contexto macroeconómico e  estruturas que vão facilitar a introdução  de mais  investimento  estrangeiro no País.

Apontando as condições climáticas,   hídricas  e posição geográfica,   referiu que  Angola está  aberta para o investimento na produção de grãos, pecuária (avicultura,  suinicultura e  de pequenos ruminantes).

Com  a  introdução da biotecnologia, o  responsável augura maior apoio dos  investidores na  área de investigação  para aumentar  os  rendimentos por hectare  de terra.

“Temos um campo vasto de  actividades que  permitirá qualquer investidor a entrar  no mercado, com garantias que vai ter  resultados  no agro-negócio em Angola”, garantiu.

Sobre o agro-negócio  em África,  referiu que os problemas são comuns. No seu entender,  há necessidades de se inverter o actual paradigama do sector.  

“Até 2050, a população  em África estará  estimada em mais de 2,5  mil milhões de  habitantes e vamos precisar trabalhar, seriamente, para alimenta-los”, observou.

Para o efeito, será necessário o aumento dos níveis  de produção,  introdução de tecnologias de ponta, acesso  facilitado  aos fertilizantes,  sementes e  crédito bancário.

“Como olhamos para um agricultor que tem  por rendimento apenas  0,4 toneladas, por hectares  de milho?”,  questionou o responsável, respondendo que o mesmo agricultor nunca terá lucros da sua produção.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária integra a delegação  angolana, que participa na 12ª Cimeira  Empresarial EUA-África, que encerra sexta-feira.

O  ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, chefia a delegação angolana.

Assuntos Agricultura  

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