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19 Junho de 2019 | 19h39 - Actualizado em 19 Junho de 2019 | 21h13

Moçambique: Volume do comércio externo aumenta entre EUA/África

Maputo (Dos enviados especiais) - O volume do comércio entre os Estados Unidos da América e África passou de 49 mil milhões, para 63 mil milhões de dólares norte-americanos nos últimos três anos.

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Moçambique: Presidente Filipe Nyusi

Foto: Carlos Matias

Participante à Cimeira África-EUA

Foto: Carlos Matias

Os  dados foram  avançados  nesta quarta-feira, em  Moçambique, pelo Presidente  da República,  Filipe Nyusi, na  abertura da 12ª  Cúpula Empresarial EUA-África,  que  congrega chefes de Estado, de governo e empresários de  vários países.

Deste valor, cerca de 60%  correspondem as exportações de  produtos diversos  de África para os Estados Unidos da América.

No caso de Angola,  dados compilados no fórum indicam que as  exportações aos EUA , em  2018,  atingiram os 2,7 mil milhões  de dólares, dos quais 2,5 mil milhões  são  de petróleo, 198 milhões  são  de  metais, diamantes.

Enquanto isso,  as  exportações dos EUA para  Angola  atingiram  os 527 milhões de  dólares,  nas  áreas de bens alimentares, como frango,  maquinaria e equipamentos electrónicos.

“O mercado norte-americano pelas suas particularidades  tem mostrado ideal e aberto para colocação de produtos africanos, pelo que  esta plataforma forma joga um papel crucial, para que se  estimule  a exportação ”, considerou o Chefe de Estado de Moçambique.

A Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA), prorrogada até  Setembro de  2025, uma das iniciativas lançadas pelo EUA, para  que os produtores da África Subsaariana estejam  qualificado e possam exportar para aquele país, com  isenções  de tarifas  alfandegárias e livres de quotas.

Outras iniciativas tem que ver com a cooperação com o investimento privado,  com destaque para Cooperação  Internacional para o Desenvolvimento e Financiamento, a  Fundação  Americana para o Desenvolvimento de África, a Cooperação para os desafios  do Millennium, instrumentos disponíveis  pelo EUA que podem alavancar a economia do “continente berço”.

Apesar dos progressos alcançados entre os EUA eÁfrica, o continente  ainda  apresenta vários desafios  e oportunidades, cuja materialização demanda recursos financeiros, de acordo com o Presidente Nyusi.

O  continente apresenta um défice de  financiamento para   infra-estruturas estimadas em 68 a 108  mil  milhões de dólares americanos,   de acordo com dados  do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), cuja mobilização destes recursos é considerado vital para  acelerar a economia  no continente.

A secretária adjunta do Departamento do Comércio dos EUA,  Karen. Dunn Kelly, reiterou o contínuo apoio  do seu Governo para o desenvolvimento de África.

A  título de exemplo, anunciou uma lista de várias empresas multinacionais que estão apostadas em investir  em África nos mais variados  domínios.

Karen Dunn Kelley lidera  uma delegação do governo dos EUA que  testemunhou  a histórica decisão final de investimento entre a Anadarko Petroleum de Woodlands, Texas, e o Governo de Moçambique.  

O investimento do terminal Anadarko LNG suporta o maior investimento de origem norte-americano no continente africano na história, de 20  mil milhões de dólares, para desenvolver os campos de gás natural.

"A administração Trump está empenhada em aumentar o comércio com as nações africanas, onde todos podem colher os benefícios de novos investimentos e crescimento económico", disse  Karen Dunn Kelly.

Assuntos Comércio  

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