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14 Outubro de 2019 | 16h55 - Actualizado em 15 Outubro de 2019 | 11h26

Angola: Empresários estrangeiros apostam na ZEE

Luanda - Empresários da Índia, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Eritreia fazem parte dos investidores estrangeiros que estão a aplicar recursos financeiros para a abertura de fábricas na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda/Bengo.

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António Henrriques da Silva, PCA da ZEE

Foto: Joaquina Bento

Indústria de vidro, localizada na Zona Económica ZEE

Foto: Rosário dos Santos

A título de exemplo, empresários dos Emirados  Árabes Unidos investiram, na ZEE, na montagem de uma fábrica de produtos agrícolas, como de montagem de  tractores, enquanto indianos  estão a investir na  montagem de uma fábrica de leite e de sacos de ráfia.

De acordo com fonte que falava hoje à Angop, essas unidades fabris podem entrar em funcionamento ainda em Novembro próximo.

A fonte referiu também que os empresários da Eritreia estão a  instalar uma fábrica de sabão e sabonetes.

A Sociedade de Desenvolvimento da ZEE, criada em 2009, espera receber investimentos da China, França, Japão, Portugal,  África do Sul e Estados Unidos da América.

Nos 10 anos de existência, foram inauguradas seis indústrias que permitiram a criação de 300 novos postos de trabalho.

Com 160 empresas instaladas, no âmbito do Programa de Privatizações (Propriv), vinte e cinco aguardam pela privatização, depois da alienação de cinco unidades fabris no decurso deste ano.

Na  ZEE, estão instaladas fábricas ligadas à indústria alimentar, bebidas, metalurgia, de materiais de construção civil, plásticos, montagem de veículos, tintas e vernizes e carpintaria.

Além disso, encontram-se na ZEE serviços diversos de apoio aos industriais, como energia eléctrica, água, telecomunicações, unidade de bombeiros, Polícia, Migração e Estrangeiros, entre outros.  

Na mensagem de  aniversário dirigida aos  trabalhadores e investidores da ZEE,  a que  a Angop teve acesso,  o seu presidente do Conselho de  Administração (PCA), Henriques da Silva, reiterou a abertura do espaço, para o  investimento  privado, considerando estarem criadas as condições para o  efeito.

A diplomacia económica constitui uma das estratégias do Conselho de  Administração da ZEE, para a atraccão de novos investimentos, conforme  Henriques da Silva.

A SDZEE Luanda-Bengo tem como missão principal desenvolver e gerir espaços infra- estruturados, flexíveis, com vantagens competitivas e segurança.

É também sua missão promover a produção interna, com qualidade, em substituição das importações e gerar emprego qualificado, com vista à redução da pobreza e elevação dos níveis de produtividade nacionais.  


 

Assuntos Financiamento  

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