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16 Setembro de 2020 | 16h21 - Actualizado em 16 Setembro de 2020 | 17h07

Angola pode reforçar "stock" de fertilizantes

Lobito - Cerca de 44 mil toneladas de fertilizantes poderão chegar ao país, brevemente, para aliviar os constrangimentos dos agricultores, causados pela falta do produto, informou, no município do Bocoio, província de Benguela, o secretário de Estado da Agricultura, João Cunha.

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Fertilizantes (arquivo)

Foto: Cortesia/Manuel Machado

Conforme o responsável, que falava à imprensa durante a visita de uma delegação multissectorial àquela circunscrição, o Banco Angolano de Desenvolvimento já disponibilizou uma linha crédito para o efeito, no âmbito do Programa de Alívio Económico.

O responsável acredita que as 44 mil toneladas de fertilizantes poderão acudir as necessidades dos agricultores, na medida em que as campanhas agrícolas têm tido resultados abaixo do preconizado, por conta da falta do produto.

Dados oficiais do Governo indicam que o país necessita, em média, de um mínimo de 60 mil toneladas de fertilizantes/ano.

Caso esta quantidade seja abaixo deste número, pode comprometer a produção agrícola nacional.

Na província de Benguela, por exemplo, a cooperativa Onsõssi adquiriu, no principio deste ano, apenas 50 sacos de 50 quilos de fertilizantes 12/24/12, principalmente para a produção de milho.

Conquanto, a sua necessidade real está acima de 200 sacos, segundo a sua presidente, Maria Ivone.

Com 146 associados e uma área agrícola de 18 hectares, Maria Ivone referiu que têm produzido, no máximo, 70 toneladas de milho, em três colheitas durante o ano, 80 toneladas de batata-doce, além de uma quantidade modesta de feijão, mandioca e banana.

Por outro lado, Maria Jorge, líder da cooperativa "Seis de Fevereiro", com 122 associados, informou que tem disponíveis 15 hectares, podendo chegar à quota de 200 toneladas de milho, contra os cerca de metade que produz actualmente.

Já o administrador da comuna do Biópio, José Numala Ekumbi, afirmou que a previsão para a próxima colheita agrícola aponta para 55,5 toneladas de feijão, referindo-se apenas ao produto mais cultivado, contra os 58,4 da época passada, em parte devido a dificuldade na aquisição de fertilizantes.

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