Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

15 Agosto de 2019 | 11h10 - Actualizado em 15 Agosto de 2019 | 11h10

Delegação da Noruega tenta restabelecer diálogo na Venezuela

Caracas - Uma delegação da Noruega chegou nesta quarta-feira a Caracas para tentar restabelecer o diálogo entre o Governo do Presidente Nicolás Maduro e a oposição, que foi suspenso depois de os EUA bloquearem os activos do Governo venezuelano em território norte-americano, noticiou hoje a Lusa.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

A delegação norueguesa encontrou-se nesta quarta-feira com o líder opositor e presidente do parlamento, Juan Guaidó.

À saída da reunião, Juan Guaidó disse aos jornalistas que a oposição vai "participar em qualquer espaço que aproxime uma solução real ao conflito (crise)" que afecta o país.

Segundo Guaidó, a oposição ratificou os seus objectivos, que passam pelo "cessar da usurpação" da Presidência da República, uma vez que a oposição não reconhece as últimas eleições presidenciais antecipadas, e a criação de "um governo de transição e eleições livres" no país.

Ainda não há data para as negociações serem retomadas que foram suspensas no dia 07 de Agosto último pelo Governo venezuelano, uma decisão que a oposição diz ter a ver com o "medo de uma mudança".

As negociações decorriam em Barbados, com a mediação do Governo da Noruega.

A suspensão do diálogo teve lugar depois de os EUA congelarem todos os activos do Governo venezuelano em território norte-americano, uma decisão que Caracas atribui "à grave, brutal e contínua agressão" da administração norte-americana, liderada por Donald Trump, contra o país.

Caracas questionou "o bloqueio ilegal das actividades económicas, comerciais e financeiras", e anunciou que não retomaria as negociações enquanto não fossem levantadas as sanções e o bloqueio norte-americano contra a Venezuela.

Por outro lado, convocou os venezuelanos para recolherem assinaturas condenando o embargo norte-americano e anunciou que denunciará a situação perante a Organização das Nações Unidas, estimando enviar 13 milhões de assinaturas ao secretário-geral daquele organismo, o português António Guterres.

A crise política, económica e social venezuelana agravou em finais de Janeiro último, depois de o presidente do parlamento (onde a oposição detém a maioria), Juan Guaidó, jurar assumir as funções de presidente interino do país.

Mais de quatro milhões de venezuelanos abandonaram o país, desde 2015, para fugirem à crise.

Assuntos Negociações   Venezuela  

Leia também