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08 Janeiro de 2020 | 20h21 - Actualizado em 08 Janeiro de 2020 | 21h07

Responsável quer artistas empreendedores

Lubango - O chefe do Departamento da Cultura Artes e Património Histórico do sector da Cultura da província da Huíla, Bernardino Gabriel, defendeu hoje, quarta-feira, a necessidade dos artistas apostarem no empreendedorismo para aumentar e valorizar mais as suas obras.

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Em declarações à Angop, durante o I encontro provincial da Cultura, para saudar 8 de Janeiro, Dia da Cultura Nacional, Bernardino Gabriel exortou aos artistas a terem iniciativas próprias e a serem mais criativos maior reconhecimento dos seus trabalhos.

Por meio do empreendedorismo, salientou, os fazedores de arte podem criar e desenvolver o seu próprio, negócio, gerar mais empregos e apoiar no crescimento da cultura da província da Huíla.

 Alertou aos artistas da província da Huíla para não esperarem apenas por apoio financeiro e material do governo local para desenvolverem a sua actividade, visto que o Gabinete da Cultura tem como principal missão traçar as políticas de orientação e garantir ajuda institucional aos agentes culturais.

O sector da Cultura da província da Huíla controla cerca de 50 associações legais e mais de 100 em processo de legalização.

O Dia da Cultura Nacional foi instituído pelo primeiro presidente da República de Angola, Agostinho Neto, em 1979, quando proferiu o seu discurso no acto de posse do corpo directivo da União dos Escritores de Angola (UEA).

Bengo

Caxito - A directora do Instituto Nacional do Património Cultural, Cecília Gourgel, considerou hoje, na cidade de Caxito, província do Bengo, a salvaguarda do rico e diversificado património cultural angolano deve ser tarefa de todo cidadão nacional e não apenas do Governo.

A responsável que falava numa palestra em alusão ao Dia da Cultura Nacional, ressaltou que a família como núcleo básico da sociedade desempenha forte papel no processo de preservação do património cultural do país.

Sublinhou que a valorização de hábitos e costumes passa não só pelo que se herda dos antepassados, mas também pela transmissão do saber e dos valores positivos da cultura material e imaterial.

Esses valores, ressaltou, devem ser garantido pelos anciãos, autoridades tradicionais e fundamentalmente pela família, o núcleo básico da sociedade.

“A identidade cultural e nacional de um povo passa pela valorização do património cultural, pela interpretação do conhecimento ancestral e endógeno, para que os jovens pratiquem e respeitem as tradicionais herdadas dos antepassados” frisou.

Por sua vez, o director provincial do Gabinete da Cultura do Bengo, Domingos Lourenço, anunciou para este ano, a construção de uma sala de espectáculos, no Centro de Formação de Música e Artes Cénicas (Cefomac).

Fez saber que a sala servirá para apresentação de peças de teatro, sessões de dança e concertos musicais.

Segundo o responsável, ainda este ano terá início as obras de restauro do Museu da Tentativa.

Este ano, o dia 8 de Janeiro está a ser comemorado sob o lema “A cultura e a consolidação da nação Angola”.

Zaire

Mbanza Kongo - O número de turistas que visitaram a cidade de Mbanza Kongo, capital da província do Zaire, passou dos 400 visitantes, em 2014, para mais de 11 mil, em 2019, motivados pela inscrição desta cidade na lista do Património Cultural da Humanidade pela Unesco, a 8 de Julho de 2017.

Este dado foi prestado, nesta quarta-feira, à Angop, pelo director do Gabinete Provincial da Cultura, Juventude e Desportos, Turismo e Hotelaria, Biluka Nsenga, durante uma acção enquadrada nas actividades do 8 de Janeiro.

Segundo o responsável, entre os visitantes constam turistas nacionais e estrangeiros e, sobretudo, caravanas religiosas e académicas que se interessaram em conhecer mais sobre a história da então capital do Reino do Kongo.

Considerou este fluxo de turistas positivo para a localidade, frisando que as unidades hoteleiras e de restauração, entre outros serviços conexos da circunscrição têm tido ganhos financeiros consideráveis.

Apelou, por outro lado, aos empresários locais a apoiar mais à classe artística da província do Zaire, onde se destacam muitos talentos a nível da música, artes plásticas e cénicas, literatura e dança.

Esclareceu que a dinamização da actividade artística na província do Zaire não deve ser encarada apenas como responsabilidade do Estado, frisando que o papel das autoridades culturais é de coordenar as acções do sector e prestar o apoio institucional.

“Os patrocínios só devem surgir mesmo da classe empresarial, interessada em contribuir para o desenvolvimento da cultura na nossa província”, vincou.

O acto provincial do Dia da Cultura Nacional, realizado no jardim do Museu dos Reis do Kongo, foi presidido pela vice-governadora do Zaire para o sector Económico e Social, Fernanda Sumbo.

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