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04 Dezembro de 2019 | 20h15 - Actualizado em 05 Dezembro de 2019 | 08h52

Durão Barroso destaca papel de Angola na África Austral

Luanda - O ex-presidente da Comissão Europeia (2004-2014), Durão Barroso, afirmou esta quarta-feira, em Luanda, que Angola teve uma contribuição importante para a independência da Namíbia e o fim do regime de Apartheid na África do Sul.

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Ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso

Foto: Rosário dos Santos

Prelectora Maria Eugénia Neto

Foto: Rosário dos Santos

Durão Barroso, que também foi primeiro-ministro de Portugal (2002-2004), dissertava sobre o tema “A Experiência da Diplomacia Portuguesa na Construção do Processo de Paz para Angola”, no colóquio Internacional sobre o MPLA, partido governante em Angola.

Durante o evento, Durão Barroso reiterou que Angola “não contribuiu apenas para a independência da Namíbia e o fim do “Apartheid” na África do Sul, mas, também, para a dispersão global entre os Estados Unidos da América (EUA) e a ex-União Soviética.

“Pode dizer-se que a queda do Muro de Berlim começou aqui em Angola, em África”, referiu, sob fortes aplausos de mais de dois mil conferencistas nacionais e estrangeiros.

Sublinhou que o contexto internacional da época começou a ficar mais favorável em 1988, com o início da dispersão entre os EUA, do presidente George Bush (pai), e a então União Soviética, do homólogo Mikhail Gorbatchov.

Na sua óptica, essa foi uma fase crucial e que culminou com o acordo que ditou a saída das tropas cubanas de Angola, bem como permitiu, a posterior, a independência da Namíbia, a 21 de Março de 1990.

O político luso destacou, igualmente, o esforço de Portugal e, sobretudo, das partes então desavindas (Governo e UNITA) para a assinatura do Acordo de Bicesse, a 31 de Maio de 1991, em Lisboa.

O entendimento, na altura denominada “Última Tentativa”, antecedido de encontros à porta-fechada durante um mês, decorreu na presença do Chefe do Governo português, Cavaco Silva, de representantes da ONU, dos EUA e da ex-URSS.

Liderança de Agostinho Neto

Num outro painel,  a viúva do primeiro Presidente de Angola, Maria Eugénia Neto, ao dissertar sobre “ A nossa Memória tem Futuro”, destacou a figura humanista, patriótica, corajosa e de liderança de Agostinho Neto.

Ressaltou que Neto possuía uma “capacidade incrível” de prever os fenómenos e arranjar, em antecipação, soluções.

Por seu turno, a historiadora Rosa Cruz e Silva, na abordagem sobre  “A proclamação da Independência de Angola”, destacou a capacidade congregadora de Neto, face aos conflitos antes e pós-independência.

Apesar de os três movimentos de libertação (MPLA, FNLA e UNITA) não terem chegado a acordo, o Governo angolano constituído recebeu o aval da comunidade internacional e assumiu, no quadro das nações, a sua posição no plano internacional.

O colóquio que decorre até sexta-feira, sob o lema “Uma Trajectória de Luta e de Vitórias”, conta ainda com a participação do antigo Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, do vice-presidente da Namíbia, Nangolo Mbumba, entre outras personalidades.

O evento visa colher subsídios sobre a construção e evolução do Estado angolano, sob a direcção do MPLA, além de lançar um debate que resulte em novas perspectivas sobre o processo de investigação e divulgação do percurso histórico do partido no poder.

Assuntos MPLA   Política  

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