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06 Dezembro de 2019 | 21h15 - Actualizado em 07 Dezembro de 2019 | 09h54

MPLA contraria tendência política em África

Luanda - O MPLA é o primeiro partido político em África a contrariar a tendência de derrota que "os ventos do multipartidarismo" provocaram nos partidos governantes, ao vencer as primeiras eleições, realizadas em 1992.

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Conferencista Onofre dos Santos no II Colóquio Internacional sobre a História do MPLA

Foto: Rosario dos Santos

António Pitra Neto no Encerramento do II Colóquio Internacional sobre a História do MPLA

Foto: Rosario dos Santos

Ao dissertar sobre “O Processo de Unidade e Reconciliação Nacional”, no II colóquio Internacional sobre a História do MPLA, o membro do Bureau Político Pitra Neto sustentou que o MPLA contrariou tal tendência ao vencer as primeiras eleições multipartidárias.

O conferencista considerou que a realização das eleições multipartidárias em 1992 representou o culminar de uma etapa conseguida de um processo dinâmico, contínuo e de robustecimento da unidade e reconciliação nacional.

O ex-vice-presidente do MPLA lembrou que, lamentavelmente, a este momento seguiu-se o retorno do país à guerra, na sequência da rejeição dos resultados eleitorais por uma das forças políticas participantes nas eleições.

Fazendo alusão ao caminho para a reconciliação nacional no país, afirmou que mesmo com desrespeito e consequente fracasso dos entendimentos políticos, sob os quais se instituiu a Assembleia Nacional e se formou o Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN), o MPLA entendeu manter inalterados os órgãos e estruturas do Estado.

Nesta pespectiva, destacou a realização da transladação dos restos mortais do então presidente da Unita, Jonas Savimbi, e o enterro na sua terra natal, as cerimónias fúnebres oficiais do ex chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Arlindo Pena “Ben-Ben”, além da criação da Comissão Para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos.

Assegurou, por isso, que o processo de unidade e reconciliação nacional afigurar-se-á sempre para o MPLA como “um desígnio a sustentar, um imperativo a respeitar e um desafio a saber vencer”.

Num outro tema, acerca das “Primeiras eleições gerais em Angola”, o então presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Onofre dos Santos, afirmou que as eleições de 1992 seriam sempre, quaisquer que viessem a ser os seus resultados, a “placenta de um novo regime político”.

“Tudo porque o MPLA, que até aí governara Angola, segundo um figurino constitucional de democracia popular, se convertera ao pluripartidarismo, à democracia ocidental e ao sistema económico de mercado”, notou.

Explicou que o MPLA obteve maioria porque mudou inteiramente a sua nova proposta política, que passou para o multipartidarismo e a abertura à economia de mercado.

Um segundo factor, apontou Onofre dos Santos, foi a coerência e a consistência de cada passo dado pelo partido e o seu Governo, para credibilizar todo processo eleitoral, não apenas a nível nacional, como internacional.

O colóquio, que decorreu sob o lema “Uma Trajectória de Luta e de Vitórias”, contou com a participação do ex-Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, do antigo primeiro-ministro português, Durão Barros, do vice-presidente da Namíbia, Nangolo Mbumba, entre outras personalidades de Cuba, África do Sul e Rússia.

O evento serviu para colher subsídios sobre a construção e evolução do Estado angolano, sob a direcção do MPLA, além de lançar um debate que resulte em novas perspectivas sobre o processo de investigação e divulgação do percurso histórico do partido no poder.

Assuntos Política  

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