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23 Janeiro de 2020 | 17h47 - Actualizado em 24 Janeiro de 2020 | 07h57

Mário Leite da Silva renuncia à presidência do BFA

Luanda - O presidente do Conselho de Administração do Banco de Fomento Angola (BFA), Mário Filipe Moreira Leite da Silva, gestor de Isabel dos Santos, renunciou ao cargo, com efeitos a partir de 22 deste mês.

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A informação foi tornada pública nesta quinta-feira no site do BFA, depois de ser transmitida aos trabalhadores.

Mário Leite da Silva é um dos facilitadores portugueses dos negócios de Isabel dos Santos que envolvem esquemas financeiros suspeitos, revelados na investigação jornalística conhecida como "Luanda Leaks".

Em Dezembro último, o Tribunal de Luanda decretou o arresto preventivo dos bens de Isabel dos Santos, de Sindika Dokolo, seu esposo, e de Mário Leite da Silva.

A medida resulta de um requerimento de providência cautelar intentado pelo Estado angolano, na sequência de um processo que corre trâmites, em que este solicita o pagamento de USD 1.136.996.825,56 (mil milhões, cento e trinta e seis milhões, novecentos e noventa e seis mil, oitocentos e vinte e cinco dólares e cinquenta cêntimos).

O montante é resultante de vários negócios entre empresas do Estado angolano e os requeridos.

Num outro processo, a Procuradoria-Geral da República anunciou, quarta-feira, que Isabel dos Santos foi constituída arguida por alegada má gestão e desvio de fundos durante a sua passagem pela Sonangol, tal como alguns cidadãos portugueses, entre os quais Mário Leite da Silva.

O português, braço direito da filha do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos, assumiu o cargo de presidente do BFA em Janeiro de 2017, após a assinatura do acordo de compra de 2 por cento do BFA pela Unitel, sendo eleito para o período 2017 - 2019.

No Conselho de Administração do BFA está também outro dos gestores próximos de Isabel dos Santos, António Domingues, ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos, como vice-presidente.

Também Jorge Brito Pereira, advogado de longa data de Isabel dos Santos, faz parte dos órgãos sociais do BFA, na qualidade de presidente da mesa da assembleia geral, e é também um dos facilitadores de negócios expostos pela investigação "Luanda Leaks".

O "Luanda Leaks" detalha esquemas financeiros da empresária angolana e do marido que lhes terão permitido desviar dinheiro do erário público angolano, utilizando paraísos fiscais, alegações que Isabel dos Santos considera "completamente infundadas".

Assuntos Política  

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