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07 Março de 2020 | 19h40 - Actualizado em 08 Março de 2020 | 10h22

Governo de Benguela termina exercício económico sem dívida

Benguela - Pela primeira vez, em 44 anos de independência, o governo da província de Benguela terminou um exercício económico, o de 2019, sem dívida, anunciou, neste sábado, na comuna do Dombe Grande, município da Baía Farta, o primeiro secretário local do MPLA, Rui Falcão Pinto de Andrade.

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Primeiro secretário provincial do MPLA em Benguela, Rui Falcão Pinto de Andrade (arquivo)

Foto: Evaristo Joaquim

Segundo Rui Falcão, que falava num acto de massas de apresentação da Agenda Política do seu partido para 2020, apesar das dificuldades conjunturais, novas estratégias de gestão financeira permitiram a realização de várias acções, mesmo com pouco dinheiro disponível.

Neste contexto, indicou, o Orçamento Geral do Estado tem estado maioritariamente virado ao pagamento da divida externa, contraída em anos anteriores, uma situação que está a criar muitos constrangimentos, mas destacou o facto de Angola ter conseguido pagar a totalidade da sua dívida com o Brasil.

Por outro lado, Rui Falcão criticou, sem citar nomes, "aqueles que pensam que representam o epicentro do mundo e que sem eles a província de Benguela não se desenvolve”.

“São indivíduos que passam o tempo nas redes sociais e nos debates radiofónicos a criticarem o governo, apregoam-se como os maiores defensores da luta contra a corrupção, mas, volta e meia, batem a porta do governador pedindo que não se cumpra as regras (…)”, disse, ovacionado, exortando para uma mudança de mentalidade.

Na mesma senda, referiu que, se Benguela, pela primeira vez em 44 anos de independência, terminou o ano sem dívidas, significa que em 2020 ou 2021 pode-se esperar por melhores resultados.

“Quando trabalhamos sem deixar dívidas, alguns ficam revoltados”, disse, sem apontar indivíduos ou segmentos socio-empresariais. 

Na sua óptica, os que se sentem revoltados por se ter terminado o ano sem dívidas, estavam habituados a ganhar dinheiro “escuro”, mas hoje, este ficou “claro” e aparece pouco, daí a razão da sua frustração.

Num acto de massas bastante concorrido (mais de duas mil pessoas), o político, que interveio mais de uma hora, indicou que, apesar do cepticismo de alguns, o seu governo trabalha para melhorar as condições de vida de todos os munícipes, exemplificando que, em 2019, mais de 40 por cento dos títulos de concessão de terra foram atribuídos a mulheres.

Segundo Rui Falcão, alguns pensam que o melhor trabalho é falar mal, nas redes sociais, daqueles que trabalham diariamente. “Mas, aqui mesmo no município da Baía Farta, até meados do ano passado, poucas casas tinham corrente eléctrica. Enquanto outros dedicaram-se apenas a falar, o governo trabalhou e, hoje, a sede municipal está iluminada, incluindo as necessidades da indústria piscatória foram satisfeitas”, frisou o 1º secretário provincial do MPLA em Benguela. 

Em relação às autarquias, apelou para que se termine bem o trabalho em curso, de modo que toda legislação seja aprovada na Assembleia Nacional, permitindo que sejam escolhidos apenas aqueles que, de facto, têm reconhecimento social, aqueles que se dedicam a resolver os problemas das pessoas nas comunidades.

Rui Falcão exortou os militantes do MPLA a trabalharem com honestidade, a todos os níveis, porque quem vai escolher os autarcas são os munícipes.

“Trabalhar o melhor possível, sem olhar às condições ou aos meios, foi e é o espírito incutido no governo de Benguela, hoje carregado de gente jovem”, destacou, apresentando os responsáveis do Gabinete da Saúde e os titulares dos municípios de Benguela, Catumbela, Cubal e Lobito que, segundo o político, “estão vacinados pelos verdadeiros valores éticos que sempre nortearam o MPLA, já que ainda não beberam do licor dos vícios”.

A actividade política de massas no Dombe Grande contou com a presença de militantes provenientes dos 10 municípios da província.

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