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10 Abril de 2020 | 13h46 - Actualizado em 10 Abril de 2020 | 13h45

Covid-19: Sociedade civil doa bens diversos

Benguela - A Comissão Provincial Multissectorial de Combate à Covid-19 em Benguela recebeu, nesta quinta-feira, diverso material de protecção e higienização contra essa pandemia, numa oferta de três entidades colectivas desta urbe, no quadro das acções de solidariedade que visam a mitigação das probabilidades de propagação da doença.

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Benguela- Uma das Principais Avenidas da Cidade de Benguela

Foto: Angop

Governador provincial de Benguela, Rui Falção (Arquivo)

Foto: Evaristo Joaquim

Trata-se das empresas “Tuti-Angola”, Alassola (ex-África Textil)  e o comité provincial do partido MPLA que ofereceram 218 capacetes apropriados de protecção para profissionais da saúde e da ordem pública, 200 lençóis e respectivas fronhas, 340 guardanapos e 85 toalhas de mesa, destinados aos centros de quarentena.


O partido no poder, MPLA, ofereceu três toneladas e quinhentos quilogramas de bens diversos, entre os quais sabão em líquido e azul, detergente, água mineral, olho alimentar, álcool em gel, refrigerante, entre outros bens.

Na ocasião, o governador Rui Falcão disse esperar que o gesto se reverta numa onda de solidariedade “em crescendo”, de formas a responder-se às necessidades mais imediatas.

Informou que a província de Benguela já recebeu 100 milhões de Kwanzas da Comissão Nacional Interministerial de Combate à Covid-19, porém, mesmo assim, ainda faltam meios de trabalho, em função da exiguidade de recursos.

Todavia, frisou, têm trabalhado com estes 100 milhões, havendo, por enquanto, alguma “reserva estratégica”, mesmo que insignificante.

Quanto a prorrogação do Estado de Emergência por mais 15 dias, indicou haver necessidade de mais recursos, mas mostrou-se esperançado que haja reforço de meios.


Na mesma senda, disse que, nesta quarta-feira, a Sonangol disponibilizou-se a oferecer às autoridades locais 35.000 litros de gasóleo semanais, o que vai permitir mitigar as despesas com os meios de transporte em serviço e direccionar recursos financeiros para outros afazeres.

Questionado se estava encontrada uma solução para os açambarcadores de gás butano (de cozinha), o governador da província indicou que a imprensa tem estado a acompanhar a operação, sendo que, nesta quarta-feira, as autoridades direccionaram as suas baterias no combate a tentativas de especulação de gás e na organização de alguns mercados municipais, em toda província.

“Se ficarmos em casa, se cumprirmos as medidas indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de lavar-se com frequência as mãos com água e sabão, não levar as mãos à boca, aos olhos e ao nariz, vamos, de certeza vencer essa luta, mas se facilitarmos, perderemos a luta”, admitiu o governante.

Tambwe Mukaz, o PCA da Alassola, afirmou que participar deste esforço das autoridades é, para já, um dever patriótico, por isso, acompanhando o grito de socorro, a fábrica surgiu nesta primeira fase com a oferta de 200 lençóis e suas fronhas, 340 guardanapos e 85 toalhas de mesas.

Dentro de duas semanas, segundo o mesmo gestor empresarial, a fábrica têxtil vai dar início a produção de máscaras reutilizáveis (com uma lavagem), para serem distribuídas às comunidades.

“Não serão máscaras para os profissionais de saúde, senão apenas para as comunidades, numa proporção de mil máscaras/mês”, informou o responsável, avançando que, por enquanto, estão a preparar alguns insumos, nomeadamente os elásticos.

A província de Benguela conta com várias infra-estruturas preparadas para servirem de centros de quarentena ou de atendimento a casos positivos, porém, desde terça-feira, sete de Abril, as 109 pessoas que se encontravam em isolamento, tanto domiciliar como institucional, foram liberadas.

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