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23 Abril de 2020 | 08h13 - Actualizado em 23 Abril de 2020 | 08h12

ONG OIC intensifica prevenção ao VIH em grupos de risco

Lobito - O director executivo da Organização de Interacção Comunitária (OIC), Rodrigues Boano Tomás, afirmou quarta-feira que a instituição não-governamental vai reforçar a sensibilização de homossexuais e trabalhadoras do sexo em Benguela para aumentar o acesso à testagem do VIH e reduzir os casos de infecção da Sida.

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Rodrigues Boano Tomas, director executivo da organização interacção comunitária (OIC) em Benguela

Foto: Carlos Morony

Em entrevista à Angop, no Lobito, o responsável diz que as estratégias para a prevenção do vírus da Sida passam agora pela informação, educação, comunicação e o encaminhamento dos grupos alvos aos centros de testagem do VIH, incluindo o apoio psicológico.

Como os homens que fazem sexo com outros homens, chamados HSH”, e as mulheres trabalhadoras de sexo são os grupos de risco de infecção, Rodrigues Boano Tomás acredita que o reforço da sensibilização vai aumentar a adesão destas pessoas à testagem do Vírus da Imunodeficiência Humana  (VIH).

Só no último ano, o projecto “Ame a Vida” da organização não-governamental permitiu sensibilizar 1.462 novos homossexuais, face aos 1.250 no período de 2017 a 2018, nos focos identificados nos municípios de Benguela, Lobito, Catumbela, Baía Farta e Cubal. Destes, apenas 744 aderiram à testagem voluntária.

Dos 744 homens testados, 14 tiveram o diagnostico positivo decorrente da actividade sexual sem preservativo, o que corresponde a uma taxa de seropositividade de 1.8 porcento, sendo que 12 dos infectados com VIH estão sob tratamento antirretroviral (TARV).

É nesse contexto que o gestor da OIC avançou que a organização distribuiu um total de 36 mil e 875 preservativos para impedir a transmissão do vírus VIH entre casais homossexuais e trabalhadoras do sexo, nos cinco municípios.

Destacou, por outro lado, a importância do projecto “Ame a Vida” na redução da incidência de novas contaminações de VIH e outras infecções transmissíveis sexualmente, vulgos ITS, incluindo a tuberculose, principalmente entre homens com relações homossexuais e mulheres trabalhadoras de sexo.

“O objectivo é facilitar o acesso desta população de risco aos serviços de testagem e tratamento”, refere o activista, ao mesmo tempo que denunciou que as relações homossexuais têm sido motivo de estigma e discriminação. Daí defender a protecção dessa população contra a violência física e sexual nos focos de concentração. 

O desafio, diz, passa agora por reforçar o contacto permanente com o Gabinete Provincial da Justiça e dos Direitos Humanos e da Polícia Nacional, tendo em vista a promoção da defesa dos direitos destas pessoas.

“Quando os pais dão-se conta da situação de uma filha ou filho homossexual, tendem a discriminá-lo partindo para violência”, alerta o responsável, que defende a criação de um ambiente de tolerância para não inibir a adesão dos homossexuais aos serviços de saúde.

Refira-se que 22 activistas, dos quais 12 homossexuais, estão envolvido no projecto “Ame a Vida”, financiado com 110 mil dólares norte-americanos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). São parceiros da iniciativa, entre outros, o Instituto Nacional de Luta contra Sida (INLS) e o Gabinete Provincial da Saúde de Benguela.

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