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17 Novembro de 2019 | 18h30 - Actualizado em 18 Novembro de 2019 | 13h09

Polícia reforça medidas de segurança rodoviária

Luanda - O ministro do Interior, Eugénio Laborinho, afirmou, neste domingo, em Luanda, que serão reforçadas as medidas de segurança rodoviária, particularizando a proibição da circulação dos veículos pesados (camiões de transporte de contentores) fora da hora normal de expediente, a sensibilização de automobilistas, peões e a fiscalização permanente.

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Eugénio Laborinho, ministro do Interior

Foto: Alberto Juliao

De acordo com o governante, que falava por altura da marcha em memória às vítimas de acidentes rodoviários em Angola,  o efectivo está instruído no sentido de aplicar, com a devida rigorosidade, o Código de Estrada e o Código Penal, responsabilizando, criminalmente, os automobilistas que conduzirem sob efeito de álcool, com uma taxa superior a 1.2 litros por grama. 

Pretende-se, com estas medidas,  segundo Eugénio Laborinho, reduzir o número de acidentes de viação e, consequentemente, de vítimas nas estradas angolanas.

Conforme dados oficiais, a sinistralidade rodoviária é uma das principais causas de morte no país, atrás da malária, num momento em que as estatísticas colocam Luanda, província mais habitada e afectada, no topo, com 572 acidentes, 193 mortes e 479 feridos/mês, e Namibe, com média inferior (60 sinistros e 10 mortes/mês).

Comparativamente a 2018, houve redução de acidentes rodoviários (menos 162), mas registaram-se mais mortes (83), ao passo que o número de feridos também caiu para 222 vítimas, de Janeiro a Setembro.

Ao todo, Angola somou mil e 859 óbitos, entre os sete mil 839 acidentados nas estradas, além de oito mil e 262 feridos, nesse período de nove meses.

Para Laborinho, os números são preocupantes, razão pela qual é obrigatório fazer-se cumprir os limites do Código de Estrada, com uma fiscalização mais forte e actuante, uma vez que o Executivo adoptou um conjunto de programas, no âmbito da prevenção e segurança rodoviária, que visam mobilizar e engajar as instituições públicas, sociedade civil e jovens no sistema nacional de trânsito, para que se mitiguem os principais factores de riscos derivados do trânsito.

“As pedonais foram instaladas para o uso dos peões, razão pela qual não se justificam os acidentes por atropelamento por debaixo de uma pedonal. Os fectivos da Polícia Nacional estão instruídos a fiscalizar, permanentemente, esses locais”, disse.

Em memória às vítimas de acidentes rodoviários em Angola, mais de 500 pessoas saíram à rua em marcha lenta, para a transmissão de informações e mensagens de sensibilização ao público sobre a necessidade da mudança de atitude de todos os usuários das estradas do país.

Durante a marcha, iniciada no Monumento do Soldado Desconhecido, na rua do 1.º Congresso do MPLA, e terminada no largo 4 de Fevereiro, foram feitos vários apelos para reforçar o lema “Sinistralidade Rodoviária - Somos todos vítimas; Declaro paz nas Estradas” e as medidas de prevenção nas estradas, apesar de as autoridades reconhecerem pontos de estrangulamento, como o mau estado técnico das vias, pouca iluminação e sinalização, imprudência de peões e automobilistas.

Observou-se um minuto de silêncio às 12 horas, junto ao Ministério do Interior, onde foi depositada uma coroa de flores, o largar de balões brancos e pretos que simbolizam o luto das famílias que perderam parentes e a paz nas estradas nacionais.

No final do encontro, foi assinado um acordo de intenção entre os Ministérios do Interior, da Juventude e Desportos, da Justiça e Direitos Humanos, da Construção e Obras Públicas.

Participaram da marcha os titulares das pastas  da Juventude e Desportos, da Justiça e Direitos Humanos, da Construção e Obras Públicas, secretários de Estado de diversos ministérios, entidades eclesiásticas, efectivos da Polícia Nacional e varias organizações da sociedade civil.

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