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21 Setembro de 2019 | 08h28 - Actualizado em 21 Setembro de 2019 | 08h28

Jovens apontam instabilidade política como barreira aos seus projectos

Luanda -O representante da Comissão Nacional para a UNESCO da Guiné Bissau, Badilé Sami, afirmou, na sexta-feira, em Luanda, que a instabilidade nas políticas governativas das lideranças africanas dificulta a criação de condições objectivas para a materialização das iniciativas direccionadas aos jovens.

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Badilé Sami, que falava à imprensa no final do encontro sobre criatividade, empreendedorismo e inovação, no âmbito da Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano ºara a Cultura de Paz, afirmou que criam barreiras, dificultando o desenvolvimento  e o empoderamento económico.

Por esta razão, aponta a necessidade de os Estados traçarem políticas de financiamento para os jovens, de modo a criarem ideias inovadoras viradas ao auto-emprego e ao empreendedorismo.

Para o responsável, os Estados devem compreender que para o desenvolvimento de qualquer país se deve dar suporte a juventude, criando oportunidade para que demonstrem as capacidades intelectuais e inovadoras capazes de competir de forma igualitária com cidadãos de outros continentes.

Os governos, no seu entender, dentro das suas políticas, devem apontar prioridades para apoiar a juventude, com financiamento canalizado proveniente do Orçamento Geral do Estado.

Por sua vez o director geral do Instituto Angolano da Juventude, Jofre dos Santos, afirmou que, a par dos esforços dos governos para se impulsionar as competências e a criatividade das iniciativas dos jovens, deve haver maior comprometimento e apoio financeiro, formativo e a inserção no mercado de trabalho do sector empresarial na promoção o desenvolvimento integral dos mesmos.

Disse que a falta de financiamento e a morosidade no tratamento de documentos para a legalização de empresas constam como principais dificuldades de jovens aspirantes ao empresariado.

Jofre dos Santos observou que se não existir uma aposta séria no potencial  criativo dos jovens não será possível perspectivar o futuro de um país do ponto de vista económico, por se tratar da maior franja da sociedade.

“Se não houver aposta imediata no empresariado juvenil, futuramente surgirão problemas no ponto de vista económico social, tendo em conta que aposta neste sector dá continuidade as acções que visam promover o envolvimento sustentável do país”, reforçou.

Assuntos Angola  

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