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14 Fevereiro de 2020 | 18h16 - Actualizado em 14 Fevereiro de 2020 | 21h18

Saúde observa mais de trinta mil passageiros

Luanda - Trinta e um mil e 32 passageiros foram já observados pelos serviços de saúde de Angola, de 23 de Janeiro do corrente ano a 13 deste mês, nos pontos de entrada do aeroporto internacional 4 de Fevereiro, em Luanda.

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Ministério da saúde examina passageiros, no Aeroporto internacional 4 de fevereiro, para prevenção do coronavírus

Foto: Alberto Juliao

Esse serviço está inserido no âmbito do plano de contingência do Ministério da Saúde (Minsa), para acautelar a situação do novo coronavírus no país.

A informação foi avançada, hoje, sexta-feira, em Luanda, pelo inspector da Saúde do Minsa, Miguel de Oliveira, durante uma conferência de imprensa sobre o ponto de situação do novo coronavírus, tendo precisado que foram examinados 18 mil e 45 cidadãos nacionais e 12.987 estrangeiros.

Fez saber que nas últimas 24 horas foram rastreados 819 cidadãos nacionais e 630 estrangeiros, um total de 1.449 passageiros.

Lembrou que o país não registou nenhum caso positivo da doença até ao momento, apenas dois cidadãos suspeitos, cujos resultados deram negativos.

Referiu que o Governo criou dois centros para atendimento de quarentena, sendo um na zona da Barra do Kwanza e outro no Calumbo, na província de Luanda, instalados a uma distância de cem metros das residências e zonas escolares.

Sossegou a população residente nas áreas circunvizinhas dos centros de quarentena, uma vez que estão tomadas todas as medidas de segurança e os pacientes internados nestes locais estão apenas sob vigilância epidemiológica, com casos assintomáticos.

Deu a conhecer que no centro da Barra do Kwanza estão em quarentenas 64 cidadãos provenientes da china, sendo 21 angolanos, 42 chineses e um brasileiro.

Acrescentou que no centro de Calumbo estão em quarentena 21 angolanos, 28 chineses e um cidadão da costa de marfim.

“Os passageiros vindos da China são identificados e dirigidos aos locais de quarentena, onde permanecem por 14 dias, durante este período se não apresentarem alguma reacção sintomática que exija permanência num hospital recebem o título de alta“, explicou.

O centro de Calumbo conta com uma equipa multidisciplinar, composta por cinco médicos e 44 outros técnicos de saúde.

Já no centro da Barra do Kwanza trabalham três médicos e 26 outros técnicos de saúde.

O coronavírus já infectou 46.997 pessoas no mundo e causou 1.368 óbitos, na sua maioria na China, epicentro da doença.

Assuntos Ministério da Saúde  

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