Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Sociedade

20 Fevereiro de 2020 | 19h39 - Actualizado em 21 Fevereiro de 2020 | 10h38

Governantes abordam tráfico de pessoas e prostituição infantil

Luanda - A ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, abordou, esta quinta-feira, em Luanda, num encontro com membros do Governo, questões relacionadas com o tráfico de seres humanos e a prostituição infantil.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, aborda com membros do Governo tráfico de pessoas e prostituição infantil

Foto: Cedida

A reunião teve como foco a análise de questões atinentes aos últimos desenvolvimentos ligados ao tráfico de pessoas e prostituição infantil em Angola, cujos níveis têm assumido, ultimamente, “proporções alarmantes”.

Após uma discussão extensiva sobre o assunto, foi recomendado que, no prazo de uma semana, os ministérios e instituições envolvidos deverão elaborar um Plano Estratégico Integrado, a ser submetido ao Titular do Poder Executivo, para a sua aplicação com carácter de “emergência”.

De acordo com o secretário de Estado para a Comunicação Social, Celso Malavoloneke, o Plano deverá conter as acções sectoriais de cada instituição, bem como uma estratégia e plano de comunicação, para garantir a complementaridade e a visibilidade de tais acções.

O secretário de Estado indicou que as tarefas deverão incidir sobre um “maior controlo” da circulação de menores nos aeroportos e postos fronteiriços e a “intensificação de acções de detenção de emigrantes ilegais”, principalmente aqueles envolvidos em actividades ilícitas, tais como a prostituição e o tráfico de seres humanos.

O plano incluirá a recuperação psicológica e o aconselhamento das vítimas pelo Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, assim como uma campanha de sensibilização em relação aos hábitos culturais que têm estado na base do tráfico de seres humanos.

A campanha desdobrar-se-á a nível dos órgãos de comunicação social, através da mobilização da sociedade civil, igrejas e organizações comunitárias, ainda segundo o secretário de Estado

O encontro decidiu, também, implementar uma campanha de sensibilização sobre o “uso responsável da Internet” por parte de adolescentes e jovens, principalmente do sexo feminino.

Esta recomendação tem a ver com o facto de que muitos casos de rapto, escravidão sexual e morte têm sido causados por encontros com indivíduos com os quais as adolescentes tomaram contacto via redes sociais.

Participaram no encontro, assistido pela secretária do Presidente da República para a Área Social, Fátima Viegas, as ministras da Saúde, Sílvia Lutucuta, da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Alves, e da Cultura, Maria da Piedade de Jesus.

A reunião contou ainda com a participação dos secretários de Estado para os Direitos Humanos, Ana Celeste, Comunicação Social, Celso Malavoloneke, e para a Educação, Jesus Baptista, bem como representantes do Ministério do Interior.

Assuntos Angola   Sociedade  

Leia também
  • 21/02/2020 04:48:20

    Moxico: UE garante contínuo apoio à desminagem no país

    Luena - A União Europeia (UE) vai continuar a disponibilizar verbas para apoiar o processo de desminagem no país até 2025, para se transformar os campos minados em terras de riqueza.

  • 20/02/2020 20:46:50

    Responsável destaca papel da igreja na moralização da sociedade

    Cuito - O vice-governador provincial para sector Técnico e Infra-estruturas do Bié, José Tchatuvela, destacou hoje, quinta-feira, na cidade do Cuito, a importância das igrejas na moralização da sociedade, para melhorar a convivência nas comunidades.

  • 20/02/2020 20:11:28

    Jornalista intenta acção contra Polícia

    Luanda - O jornalista angolano José Quiabolo, da emissora Palanca TV, apresentou, nesta quinta-feira, uma queixa-crime contra a Polícia Nacional, por alegada agressão física de agentes da corporação, praticada durante uma manifestação, em Luanda.