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07 Março de 2020 | 00h40 - Actualizado em 07 Março de 2020 | 00h40

OMA oferece bens às mulheres vulneráveis do Moxico

Luena - Mais de 50 mulheres vulneráveis da província do Moxico foram hoje, sexta - feira, no Luena, agraciadas com cinco toneladas de bens diversos da Organização da Mulher Angolana (OMA), com vista a minimizar as suas condições de vida.

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Moxico: Participantes ao encontro de auscultação

Foto: David Dias

Moxico: OMA doa bens diversos as mulheres vulneraveis

Foto: David Dias

O donativo distribuído no âmbito das comemorações do 53º aniversário da fundação da OMA, organização feminina do MPLA, comporta arroz, óleo alimentar, enxadas, catanas, capacetes, televisores computadores, fogões a gás, entre outros produtos.

Uma das contempladas, Angelina Alfredo, agradeceu em nome da mulher camponesa o gesto da OMA, pois, como disse, os instrumentos de trabalho recebidos vão contribuir no aumento da produção.

Pediu que seja cedido um tractor nas camponesas da sua área para permitir a produção em grande escala dos produtos agrícolas.

Ao beneficiar – se de capacete, o taxista Domingos António, prometeu usá - lo no exercício da sua actividade, para prevenir maiores danos em caso de acidente de viação.

Enquanto isso, outras mulheres de vários extractos sociais, organizadas em oito associações agrícolas na província, pediram ao governo provincial, apoios que vão desde sementes agrícolas, fertilizantes e tractores para aumentar a produtividade e combater a fome no seio das famílias.

O apoio foi solicitado durante o encontro de auscultação entre a direcção da OMA e as mulheres de negócios, cristas, intelectuais e rurais, realizada na cidade do Luena.

Ao falar em nome da classe, Angelina Alfredo manifestou a necessidade da reabilitação das estradas secundárias e terciárias para ajudar no escoamento dos produtos do campo para a cidade, bem como a montagem de moagens nas associações agrícolas para transformar os cereais.

Por seu turno, as 250 parteiras tradicionais controladas pela associação provincial do Moxico, pediram, igualmente, que lhes sejam concedidos kits especiais para permitir a realização de partos limpos e seguros.

Sem revelar os partos caseiros realizados por dia, as parteiras tradicionais esclareceram que o trabalho feito na maternidade não se difere ao dos partos caseiros, perdendo apenas para a falta de materiais de protecção e biossegurança.

A representante do sector da saúde, Teresa Isolina Pinto, sugeriu que seja construído um hospital pediátrico, psiquiátrico e um centro de oncologia para dar resposta aos casos e descongestionar as enchentes que se registam na pediatria do Hospital Geral do Moxico.

A atribuição de subsídios de risco de vida, de isolamento e a construção de um condomínio para albergar médicos com vista a atrair mais especialistas para a província, foram entre outras questões levantadas.

Em nome das mulheres empreendedoras do Moxico, Alice Muaco, lamentou o facto desta franja da sociedade não ter se beneficiado das promessas saídas do fórum nacional da mulher realizado em 2017.

Já as mulheres da administração pública, representadas por Filomena Aires,  solicitaram a revisão das orientações do Executivo que visam a igualdade do género, sobretudo, nos lugares de tomada de decisão, bem como a prestação de mais apoios as mulheres vivendo com HIV/Sida e viúvas.

Em resposta, o secretário-geral do MPLA, Paulo Pombolo, disse que o partido valoriza as mulheres e vai continuar a apoia – lás para participarem no desenvolvimento desta província.

Na ocasião, desencorajou a crença ao feiticismo, um facto que tem separado as famílias nessa parcela do país, e que constituiu uma das maiores preocupações das autoridades locais.

 

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