Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Sociedade

24 Maio de 2020 | 23h24 - Actualizado em 25 Maio de 2020 | 11h16

Covid-19: Cepticismo com tratamento domiciliar

Luanda - A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, manifestou-se céptica, este domingo, em Luanda, com a possibilidade de se prestar assistência médica aos pacientes assintomáticos de covid-19 nas suas casas e reservar os hospitais para eventuais casos graves.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Diante da prontidão das equipas médicas, ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta mostra-se céptica com tratamento caseiro da covid-19

Foto: Aurélio Janeiro Sacalei soi

Ao falar em conferência de imprensa de actualização dos dados da covid-19 em Angola, nas últimas 24 horas, a governante afirmou ser uma forma de tratamento que no cenário actual do país está “ainda a ser analisado”.

“Não é tão fácil fazer-se isso, por implicar muita logística altamente complexa e tendo-se em conta o  grau de responsabilidade dos pacientes e os tipos de suas residências”, disse, ao esclarecer ao facto de a maioria dos pacientes apresentarem-se assintomáticos.

A também porta-voz da Comissão Multisectorial para Resposta à covid-19 negou, durante a sua comunicação, ter havido negligência médica ou do seu grupo de trabalho Ad-Hoc na quarta e última morte ocorrida hoje (dia 24).

Disse que se tratava de um paciente de 43 anos de idade internado na mesma enfermaria com o “Caso 50” (de 88 anos, também falecido), com “insuficiência renal crónica em estado terminal e falência de todos os acessos vasculares, aguardando por análise peritonial”.

Sílvia Lutucuta acrescentou que, só no dia do óbito, se soube do diagnóstico e que “não se passou a informação ontem (sábado) por falta de alguns detalhes”.

Devido a esses casos registados na clínica privada, explicou a governante, decretou-se uma cerca sanitária num dos blocos da enfermaria onde estavam internados esses e outros pacientes com outras patologias, assim como o pessoal de saúde.

“Reiterar aqui que quando se diz que o paciente está estável quer dizer que não evoluiu, mas também não piorou” esclareceu, reagindo a preocupação de um jornalista.

País continua sem casos comunitários

A ministra da Saúde dissipou as dúvidas sobre a possibilidade de se estar, já, numa fase de contaminação comunitária, tendo em conta a indefinição da proveniência da infecção do “Caso 50”, relacionado com a terceira morte, a que evolveu o octogenário.

“Investigações feitas e concluídas atestam tratar-se de um caso importado. Já temos os contactos directos, implicando familiares cujos resultados, para alguns, deram negativo. Ainda assim, as investigações continuam para se identificar outros contactos”, assegurou.

Angola tem 69 casos positivos de covid-19, com quatro óbitos, 18 recuperados, 47 activos (clinicamente estáveis). Conforme a ministra, estão mil e cinquenta pessoas em quarentena institucional e 462 suspeitos (contactos directos dos casos positivos) sob seguimento médico.

Assuntos Serviços de saúde  

Leia também
  • 24/08/2019 14:19:41

    Habitantes de Quimbata com novas infraestruturas sociais

    Uíge - Os habitantes da regedoria de Quimbata, no município de Maquela do Zombo, província do Uíge, contam desde sexta-feira, com novos empreendimentos sociais.

  • 18/05/2019 12:02:33

    Huíla: Lançamento de serviço de mamografia é destaque semanal

    Lubango - O lançamento do serviço de mamografia, permitindo doravante o diagnóstico precoce do câncer da mama, no Hospital Central do Lubango, Dr. Agostinho Neto, e a defesa da dinamização da medicina familiar, marcaram o noticiário local nos últimos sete dias.

  • 14/05/2019 12:38:18

    Aterro sanitário a céu aberto causa desconforto aos munícipes

    Ndalatando - A existência de um aterro sanitário a céu aberto na cidade de Ndalatando, município do Cazengo, província do Cuanza Norte, está a provocar desconforto ao sistema local de saúde pública e a contribuir para o aumento de doenças, afirmou hoje, terça-feira, a supervisora provincial de saúde ambiental, Isabel Correia Luís.