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29 Setembro de 2020 | 21h52 - Actualizado em 29 Setembro de 2020 | 22h11

Comissão de Reforma da IURD apela à reconciliação

Luanda - A Comissão de Reforma da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD Angola) apelou, nesta terça-feira, aos seus membros, para a reconciliação, calma e à paz social.

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Bispo Felmer Batalha

Foto: Clemente dos Santos

A IURD Angola está mergulhada numa crise que resulta de profundas divergências entre pastores e bispos angolanos e brasileiros sobre a gestão dessa instituição religiosa, que deu lugar à criação de uma Comissão de Reforma, liderada por membros da igreja, de nacionalidade angolana.

O problema instalou-se a 28 de Novembro de 2019, depois da divulgação de um manifesto crítico à direcção da igreja no Brasil.

Os principais factores do conflito que saltam à vista são a exigência da prática da vasectomia a pastores angolanos, abortos forçados, racismo, alienação de mais de metade do património da igreja e branqueamento de capitais.

O manifesto denuncia ainda supostas práticas de evasão de divisas para o exterior do país, a falsificação da acta de eleição de órgãos sociais da IURD, a emissão de procurações com plenos poderes a cidadãos brasileiros para exercer actos reservados à assembleia-geral.

O conflito agudizou-se em Junho deste ano, quando pastores e bispos angolanos e brasileiros se envolveram numa intensa troca de acusações e agressões físicas.

Desde a ocorrência, registada em diversas províncias do país, a Comissão de Reforma assumiu o controlo de dezenas de templos da igreja fundada pelo bispo Edir Macedo.

Durante uma conferência de imprensa, o assessor para os Assuntos Eclesiásticos e Institucionais bispo Felner Batalha, avançou que a Comissão de reforma da IURD-Angola está a acompanhar com muita atenção o processo-crime.

Segundo o bispo, as actas síntese e geral saída da assembleia-geral extraordinária de 24 de Junho foram já certificadas no dia 02 de Setembro do ano em curso, pelo 4º Cartório Notarial de Luanda.

Felner Batalha referiu ainda terem sido contactados pelos bispos da outra ala para um acordo para a retirada das queixas-crime, no entanto recusado.

Em relação a possível mudança do nome e símbolos, o bispo Felner Batalha referiu que o nome e os símbolos são de direito angolano e se for desejo a mudança será convocada uma assembleia-geral.

Durante a conferência de imprensa foi ainda registada uma manifestação protagonizada por mais de duas dezenas de fiéis afectos aos bispos brasileiros.

Assuntos Angola  

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