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Ex-presidente da Tanzânia não morreu de Covid-19


27 Julho de 2020 | 10h18 - Actualizado em 27 Julho de 2020 | 10h18

Bandeira da Tanzânia Foto: Divulgação

Dar es Salaam - O antigo presidente tanzaniano Benjamin Mkapa, falecido na quinta-feira aos 81 anos, contraiu paludismo pouco antes de morrer de "paragem cardíaca", anunciou no domingo a família descartando os rumores de morte causada por Covid-19.


"Mkapa teve paludismo e foi internado quarta-feira no hospital para ser tratado", explicou William Erio, membro da família do ex-presidente, quando se exprimia numa missa em homenagem ao malogrado no estádio nacional de Dar es Salaam.

"Ele parecia estar melhor até as 20h00 de quinta-feira. Depois de ter assistido ao noticiário, Mkapa morreu de paragem cardíaca", precisou.

O actual presidente John Magufuli havia anunciado, na noite de quinta-feira, a morte de Benjamin Mkapa, sem ter especificado as causas da morte.

Esta omissão, contrária à lei que rege o anúncio do falecimento dos antigos presidentes, alimentou os rumores nas redes sociais de que Mkapa teria sido vítima do novo coronavírus.

Benjamim Mkapa foi eleito presidente, em 1995, nas primeiras eleições realizadas após a reintrodução do multipartidarismo na Tanzânia em 1992.

Foi reeleito em 2000 sempre sob as cores do partido no poder, o Chama Cha Mapinduzi

Posteriormente, o antigo chefe de Estado participou em várias mediações regionais, incluindo a do Quénia, no início de 2008, com o ex-secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, para retirar o país de uma crise eleitoral violenta.

Mkapa será enterrado na sua cidade natal, no sudeste da Tanzânia, a 29 de Julho.