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Universitários devem apresentar soluções de combate à seca


05 Junho de 2019 | 17h13 - Actualizado em 05 Junho de 2019 | 17h13

Namibe - O vice-governador para área Técnica e Infra-Estruturas do Namibe, José Tchindongo António, destacou, nesta quarta-feira, a necessidade de os universitários estudarem o fenómeno da seca e a apresentar propostas de soluções, para ajudar as famílias afectadas.


Falando durante a abertura do II workshop provincial do ambiente, inserido no internacional do ambiente (5 de Junho), salientou que a crescente frequência e intensidade da seca, que se manifesta através do impacto negativo sobre as populações, à economia e ao eco-sistema, reflectem os visíveis efeitos da exploração desmedida dos recursos naturais.

Lembrou que a capacidade de regeneração da natureza é muito lenta e até mesmo limitada e se o impacto for minimizado será possível manter um cenário económico e ambiental sustentável para as futuras gerações.

Conselho idêntico foi feito aos munícipes para contribuírem na melhoria do saneamento básico da cidade de Moçamedes, com a manutenção, limpeza e deposição de lixo em lugares indicados pelos serviços comunitários da administração municipal, uma acção que visa acautelar a propagação de doenças, como o paludismo, cólera, sarna e outras.

Apontou a necessidade de se continuar com os programas semanais de embelezamento dos largos e jardins, entre outras acções que contribuam para a manutenção do meio ambiente saudável, tarefas que a administração local em colaboração com os munícipes realiza desde o ano transacto.

Por seu turno, o governador de Malanje, Norberto dos Santos, defendeu a necessidade da aplicação de um conjunto de medidas voltadas a protecção ambiental, para mitigar as consequências nefastas que as acções humanas exercem sobre a fauna e a flora.

O governante sublinhou que o abrandamento da degradação do meio ambiente deve ser uma tarefa colectiva, razão pela qual se devm emobilizar vários sectores para esta causa.

Referiu-se na necessidade de combater as queimadas anárquicas, o uso excessivo de veículos automóveis, queima de combustíveis fósseis, o abate indiscriminado de árvores e de animais, entre outras acções tidas como agressivas ao ambiente, com vista a melhorar a qualidade de vida na terra.

Advertiu que a não observância das referidas medidas pode tornar insustentável a sobrevivência dos seres vivos e elevar os números de doenças graves, como as do foro respiratório, ataques cardíacos, bem como fragilizar o sistema imunológico dos humanos.

Na Lunda Sul, o governador provincial em exercício, Evanerson Kaputu, aponta a protecção da fauna e flora como uma condição fundamental para o desenvolvimento sustentável.

Para o desiderato, sublinhou, devem todos os actores da sociedade proteger e conservar o meio, defendendo, por isso, a elevação da consciência ambiental da população, cumprindo com os princípios da orientação da política ambiental.