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Polidesporto: Angola deve investir mais para se impor - especialista


04 Setembro de 2019 | 17h42 - Actualizado em 04 Setembro de 2019 | 17h42

Selecção de Andebol

Foto: Marcelino Camões



Luanda - O alargamento das bases de massificação do desporto, criação de centros especiais de treinamento e o melhoramento das competições internas foram hoje apontadas como condições fundamentais que o Estado deve criar para permitir que os país se imponha com maior facilidade nas futuras provas internacionais.


Em declarações à Angop, a partir de Lisboa, Portugal, o chefe de missão angolana aos Jogos Africanos de Marrocos, Auxilio Jacob, argumentou que o Estado deve assumir que o desporto constitui uma das prioridades ao bem-estar das populações, processo de integração social da juventude e há necessidade da criação de condições de prática generalizada. 

O também presidente da Federação Angolana de Ginástica (FAG) referiu que o país carece de uma importante base de dados sobre a massificação, que permitiria a selecção e o encaminhamento de possíveis talentos aos centros especiais de treinamentos, para que o país pudesse tirar o máximo de rendimento dos potenciais investimentos. Os centros, dotados de todos os equipamentos necessários, seriam verdadeiros laboratórios das ciências dos desportos.                         

Acrescentou que o desporto nacional, além de melhor organização administrativa e suporte financeiro, precisa de infra-estruturas adequadas, como ginásios, pistas de atletismo, piscinas e outros recintos, em todas as províncias, com um número alargado de praticantes, para que as competições sejam regulares e fortes.

Como exemplo, o membro do Comité Olímpico Angolano (COA) e coordenador do desporto federado especificou as dificuldades de adaptação verificada pelos atletas angolanos aos equipamentos de ginástica e outras modalidades nos Jogos Africanos de Marrocos, que em certa medida condicionou o desempenho nas competições.         

“É preciso pensar o desporto como algo verdadeiramente importante na sociedade angolana, já que contribui significativamente na condição de saúde da população, integração social e unidade nacional. Por isso, deve-se analisar o necessário, para que o país tenha resultados positivos em provas internacionais e projecção da sua imagem.      

Ausência dos atletas paralímpicos, na presente edição dos Jogos de Marrocos, por força da nova forma de organização, que devia aumentar o número de arrecadação de medalhas, a necessidade da criação de centros de treinamentos e alto rendimento, formação contínua de quadros, entre outros, também mereceram referências por parte do docente de educação física e desportos.               

Quanto aos Jogos Africanos, disputados de 23 de Agosto a 3 de Setembro, no Reino de Marrocos, Angola participou na competição com as modalidades de atletismo, andebol (masculino e feminino), basquetebol (3x3), boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, ginástica, judo, karaté-do, natação, ténis de mesa, voleibol de praia e xadrez, num total de 130 elementos entre jogadores, equipas técnicas e médicas.

No evento, o país classificou-se na 16ª posição, com oito medalhas, sendo duas de ouro, igual número de prata e quatro de bronze, baixando seis lugares comparativamente ao evento decorrido no Congo Brazzaville, em 2015.

O Egipto foi o grande vencedor, com 270 medalhas, sendo 101 (ouro), 97 (prata) e 72 (bronze Em 54 anos de história, a prova disputou-se pela primeira vez sob égide da Associação dos Comités Nacionais Olímpicos (ACNOA) ao invés da União Africana, em parceria com o Conselho Superior dos Desportos em África – CSSA.