Quarta, 27 de Janeiro de 2021
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Angola: Grandes Moagens poupam ao país USD 90 milhões/ano


26 Maio de 2017 | 14h39 - Actualizado em 26 Maio de 2017 | 14h39

César Rasgado - PCA das Grandes Moagens

Foto: Gaspar dos Santos



Luanda - O consórcio Grandes Moagens de Angola (GMA), vocacionado ao processamento de trigo, cuja unidade fabril foi inaugurada hoje, em Luanda, poderá poupar ao país 90 milhões dólares norte-americanos/ano, segundo o seu director-geral, César Rasgado.


O responsável falava na cerimónia de inauguração da fábrica, presidida pelo ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, em representação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

A unidade fabril necessitará de 96 milhões de dólares/ano para a importação do trigo a granel.

Justifica que se para o ano de 2016 a média de importação é de 500 mil toneladas corresponde a 300 milhões de dólares, com a entrada em funcionamento da GMA ao país terá uma poupança em divisa a volta dos 90 milhões de dólares.

       

A empresa tem capacidade diária instalada para processar mil e 200 toneladas de trigo, produzindo 930 toneladas de trigo e 260 toneladas de farelo, garantindo 150 postos de trabalho directos.

A GMA deverá importar a matéria-prima directamente dos centros de produção, nomeadamente, de França, Alemanha, Canadá, EUA, Cazaquistão, Austrália, entre outros.

Incentivar a produção de trigo nacional, desde que cumpram certas normas, no âmbito do relançamento da industrial de moagens no país.   

Localizada no Porto de Luanda, para facilitar o escoamento de produtos por via marítima, ferroviária e rodoviária, empresa Grandes Moagens de Angola ocupa uma área de 30 mil metros quadrados, divididos por um edifício industrial, dois armazéns de para produtos finais, uma área de silos, com capacidade de armazenar matéria-prima para 45 dias de produção, área técnica, escritórios, laboratório, padaria industrial para a formação local.

Acredita-se que a implementação deste projecto vai incentivar o investimento na fabricação de produtos que utilizam farinha de trigo como biscoitos, pastelaria e massas, no âmbito da estratégia do governo de desenvolver a indústria de processamento alimentar.