Sexta, 27 de Novembro de 2020
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Angola: Contabilistas públicos buscam transparência na execução do erário


02 Fevereiro de 2019 | 17h06 - Actualizado em 02 Fevereiro de 2019 | 17h06

Luanda - A aplicação do quadro Normativo Contabilístico Internacional (IPSAS) no sector público em Angola, previsto até 2023, pode contribuir na melhoria da imagem da país no exterior e conquistar uma maior confiança dos investidores, disse este sábado, em Luanda, a especialista Ana Calado Pinto.



Para a especialista de nacionalidade portuguesa, este normativo, com mais de 35 regras,  que podem  ser  executadas de forma  aleatória, de acordo com a realidade de  cada país, dá maior  transparência  na questão da contabilidade, desde  a elaboração e  execução  do Orçamento  Geral do  Estado.
Falando na formação promovida pela Ordem dos Contabilistas e Peritos Contabilistas de  Angola (OPCA), no  seminário  sobre Transparência na  Contabilidade Pública,  referiu que com  as  IPSAS  é possível primar por uma maior  transparência  no processo  orçamental  e  associa-lo  a construção do que  está  a ser feito  com esta  execução.

“ As  IPSAS  vão dizer que é  muito importante  saber que há  a constituição de património,  de stoks e  que  existem   dividas  a pagar  a aquém, de que conta  decorrente  e  tipo de  contrato”,  avançou.
As IPSAS, acrescentou, vão ainda dar informações da existência de contratos, apesar de  não aparecerem com  facturas,  que  assumem  responsabilidades do Estado para com terceiros  que devem ser  pagas “ cedo ou mais tarde”.
Para  o sucesso  desta  intenção defende  mudanças “ no terreno”,  relativamente  a  sustentação  dos  actos  acima  referidos,  a identificação  dos  mesmos que  devem ser associados  ao reconhecimento  do  património,  dívida pública e  outros elementos.
A especialista  chama, de igual modo,  atenção aos  contabilistas do sector público para a  necessidade  de  estarem em  alinhamento com operacionalização do que chamou “  sustentação” ,  permitindo  transitar apenas  operações  idóneas.
No seu turno, o  presidente do Conselho  Directivo, Fernando  Hermes, referiu que com a criação  do Conselho Nacional  de Normalização  Contabilístico de  Angola, aprovado  recentemente pelo Conselho de Ministros, o país  mais uma vez montra   vontade  de mudança  no  que  diz respeito  a transparência das  contas públicas e aberto ao investimento  estrangeiro directo.
 “Este é um  momento histórico e necessário, que acaba de ser uma das partes  fundamentais  para a preparação  técnica deste normativo, para que  possamos atacar o grande problema,   que  ao a nível  dos olhos do mundo,  são as contas de  Angola”, referiu  Fernando Hermes.
A   Comissão  do  referido Conselho Nacional  é  coordenada  por um profissional da classe, além  de incluir  outros órgãos supervisores ligados às empresas, como  a direcção Nacional de  Contabilidade Pública.
 A União  África  também  já  estabeleceu as normas internacionais para 2019 a 2023, para o sector público a nível dos países  membros  que já analisam as estratégias a  definir  e caminhos  adoptar em termos dessas regra.
A  ordem  dos  Contabilistas  e  dos Peritos  Contabilistas de Angola conta com quatro mil e 72 membros, além de  três mil  e 500  estagiários que podem fazer parte  deste  órgãos ainda este ano.