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Responsável apela à valorização da matéria-prima nacional


24 Novembro de 2019 | 17h35 - Actualizado em 24 Novembro de 2019 | 17h34

Huíla: Adérito Van-Dúnem - director do Instituto de Desenvolvimento Industrial

Foto: Amélia Oliveira



Lubango - Os empresários devem dar prioridade no uso das matérias primas nacionais com vista a materialização das políticas do Estado, baseadas na valorização da produção nacional para o desenvolvimento do sector industrial.


Este apelo foi lançado este sábado no Lubango, Província da Huila, pelo director do Instituto de Desenvolvimento Industrial, Adérito Van-Dúnem, durante o Fórum de concertação industrial.

O acto que decorreu em alusão ao 43º aniversário do Dia da Indústria Nacional, assinalado a 23 de Novembro, abordou “O estado actual da indústria, perspectiva do PROFIR na Huíla e o parecer do Ambiente”, promovido pelo gabinete provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado.

Adérito Van-Dúnem afirmou que actualmente a indústria nacional tem muita dependência de importação de matéria-prima, o que faz com que algumas unidades reduzam os seus níveis de produtividade, em função da situação económica do país.

Explicou que face a situação, o Estado tem estado a adoptar medidas diferentes, que baseiam-se em políticas de valorização da produção nacional, em que os empresários têm a responsabilidade de as materializar para o desenvolvimento industrial do país.

Declarou que o grande desafio do sector é o de ser o “motor” na substituição das importações dos produtos que constituem grande parte da dieta alimentar e das necessidades de consumo das populações, sendo o diálogo fundamental para o desenvolvimento da indústria.

“Se os grandes importadores, se predispuserem em a tirar pelo menos 40% da balança de pagamento de importação e virarem para o mercado nacional, vão ajudar Angola a desenvolver, com investimento e aposta na produção nacional”, referiu.

Realçou que a indústria local está num bom caminho, mas precisa se investir mais no agro-negócio, no que se refere a indústria alimentar, produção de fuba, trigo, e outros bens.

“Reduzir a nossa balança de pagamento no que concerne a bens alimentares, vai contribuir para economizar mais divisas para investir nas actividades complementares, como a agricultura, que poderá produzir matéria prima, a fim de apoiar a indústria transformadora”, sublinhou.   

O responsável salientou, por outro lado, que os  empresários industriais devem informar as suas actividades e as suas reais necessidades para junto das entidades competentes, traçarem soluções para alavancar o sector.

Sustentou que só entre 30 a 40% dos industriais nacionais reportam as suas actividades, dificultando o Estado de traçar políticas que tenham impactos na sua produção por não ir de encontro com os dados recebidos.