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Consignadas obras para estancar ravinas no Uíge


14 Maio de 2019 | 18h12 - Actualizado em 14 Maio de 2019 | 18h12

Uíge: Ravinas ameaçam engolir o município do Kimbele (arquivo)

Foto: Kinda kyungu



Uíge - O Ministério da Construção e Obras Públicas adjudicou segunda-feira, nos municípios de Kimbele e Sanza Pombo, na província do Uíge, as obras para contenção de duas ravinas existentes naquelas duas localidades.


A intervenção nas duas ravinas que ameaçam destruir várias infra-estruturas na vila de Kimbele e cortar a ligação rodoviária entre Sanza Pombo e a localidade dos Buengas, está a cargo da empresa de construção e engenharia AGFC.

A empreitada para contenção da ravina do município de Kimbele, a ser executada durante nove meses, está orçada em mil milhão, 353 milhões e 712 mil kwanzas.

A segunda obra, no município de Sanza Pombo, com duração igualmente de nove meses, está avaliada em 514 milhões e 762 mil kwanzas.

Segundo o chefe do departamento de aproveitamento hidráulico e obras marítimas do Ministério da Construção, André João António, o acto insere-se no programa de emergência que visa conter a progressão de 23 ravinas criticas no país, tendo o Uíge sido contemplada com três, das quais em Kimbele, Sanza Pombo e Maquela do Zombo.

O responsável da empresa construtora da obra, Hermínio Baião, disse que estão criadas as condições materiais e humanas para que nos próximos dias iniciam os trabalhos, que irá contar com o envolvimento de 130 técnicos.

Segundo ele, vai-se aproveitar a época seca que se aproxima para acelerar com os trabalhos de terraplanagem, evitando os constrangimentos das chuvas para permitir a conclusão da obra nos prazos contratuais.

Informou que as ravinas apresentam aproximadamente 1000 e 600 metros de comprimento cada, e 16 e 20 de largura, em algumas zonas com 15 metros de profundidade, o que vai exigir mais profissionalismo e responsabilidade dos técnicos.

O vice-governador para os serviços técnicos e infra-estruturas do Uíge, Afonso Luviluku, considerou importante o início dos trabalhos de estancamento das ravinas, realçando que o avanço das mesmas tem dificultado a circulação normal de viaturas, pessoas e bens, assim como ameaça cortar a ligação entre algumas localidades com outras.

Segundo afirmou, a contenção das ravinas no Uíge, uma das mais afectadas em todo país, devem merecer um trabalho de continuidade, através de acções de educação da população e com o reforço do sistema de saneamento básico.

Nesta terça-feira, acto idêntico acontece no município de Maquela do Zombo, a ser presidido por André João António, chefe de departamento de aproveitamento hidráulico e obras marítimas do Ministério da Construção.