Sexta, 27 de Novembro de 2020
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Avenida da independência deixará de ter estabelecimentos grossistas


31 Maio de 2019 | 17h52 - Actualizado em 31 Maio de 2019 | 17h52

Huambo - A avenida da independência, vulgarmente conhecida por Rua 5 de Outubro, na cidade do Huambo, vai deixar de ter, em breve, estabelecimentos de venda grossista, depois de se concluir a transferência destes para uma zona no bairro São Pedro.


Ao confirmar a pretensão hoje, sexta-feira, à ANGOP, o director do gabinete do Comércio, Indústria e Recursos Minerais, Baudilio dos Santos Baptista Vaz, explicou que esta medida, cuja implementação efectiva aguarda pela melhoria das condiuções de acomodação no futuro Polo de Desenvolvimento Comercial, visa dar cumprimento cabal à lei das actividades comerciais.

Disse que esta lei (n.°1/07 de 14 de Maio) visa, entre outros fins, contribuir para o ordenamento e modernização das infra-­estruturas comerciais, permitindo que a fixação de estabelecimentos mercantis e de prestação de serviço obedeça aspectos inerentes à sua classificação e tipicidade dos produtos.

O responsável admitiu que o actual cenário da Avenida da Independência está longe de cumprir com a lei das actividades comerciais, referindo-se ao facto da mesma ter sido convertida, por falta de um plano director, num lugar de venda grossista e de mercadorias pesadas.

Além das implicações para o ambiente rodoviário, causadas pelo estacionamento e circulação de camiões pesados de transporte de mercadorias, o director do Comércio, Indústria e Recursos Minerais afirmou que a presença dos grossistas e vendedores de mercadorias pesadas retira a estética urbana.

A medida de transferir os grossistas e vendedores de mercadorias pesadas para fora da cidade do Huambo vai também, segundo Baudilio Vaz, afectar a rua principal do Benfica, por ser a via de entrada à cidade.

Em ambos os casos, explicou, os actuais estabelecimentos comerciais serão destinados à venda de produtos de exposição, entre os quais vestuário, mobiliário, produtos tecnológicos, bijuterias e outros de pequeno porte, menos bens alimentares.

“O que se pretende é tornar àquela avenida e a zona do benfica num centro de comércio decente, onde as pessoas possam caminhar com mais fluidez e curiosidade de ver os produtos expostos. O que temos, actualmente, não é bom para a imagem da cidade, além de não se adequar à lei”, referiu.