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INADEC suspende armazéns que comercializam redutores contrafeitos


25 Junho de 2019 | 17h59 - Actualizado em 27 Junho de 2019 | 03h47

Luanda - Dois armazéns que comercializavam redutores contrafeitos para botijas de gás doméstico foram, nesta terça-feira, temporariamente suspensos de toda a actividade, em Luanda, pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC).


Segundo a directora-geral-adjunta do INADEC, Anta Webba, que falava à imprensa após o encerramento dos estabelecimentos comerciais, os redutores têm “origem e qualidade duvidosa”, bem como características adulteradas, e “representam iminente perigo de acidente”, por serem diferentes do equipamento do género fornecido pela Sonagás.

Esclareceu que a suspensão ocorreu pelo facto de se ter verificado que a rotulagem não está em língua portuguesa, idioma que facilitaria o consumidor no uso do produto.

Outra razão que motivou a suspensão é o facto de os comerciantes venderem redutores falsos com o selo autocolante (com o timbre da Sonangol), semelhante ao redutor comercializado pela Sonagás - empresa autorizada à comercialização de redutores.

Na primeira loja, localizada na rua Ngola Kiluanje, no Kikolo, foram encontradas 88 caixas de 50 redutores, perfazendo quatro mil e 200 unidades, cujos preços variam entre os 33 mil 200 kwanzas e 34 mil e 200 por caixa.

Na segunda, localizada na mesma rua, foram encontradas 32 unidades, sem contar com o material existente no armazém, onde os técnicos do INADEC não foram a tempo de fiscalizar.

“Porque temos verificado que, no momento do uso do redutor, tem causado muitos danos às famílias angolanas. Neste momento, o caso verifica-se apenas em Luanda, mas o INADEC vai passar a informação para as 18 províncias”, disse.

A visita às instalações acontece devido às reclamações dos consumidores dos mercados informais.

Face à rotulagem, verifica-se que os produtos vêem da Malásia e deveriam ter um catálogo em português, para que o consumidor saiba como utilizar.

O INADEC vai começar, na próxima semana, a efectuar uma campanha de sensibilização, a fim de que os consumidores conheçam o referido redutor.

Antes de ter encerrado os armazéns, a comitiva do INADEC passou pela superfície comercial Kero Gika, onde constatou algumas irregularidades, como alguns produtos expirados e mal acondicionados.

Neste estabelecimento, a instituição que vela pelos direitos do consumidor orientou os responsáveis a trabalharem em função dos requisitos da “chec liste”, que foi deixada (para um prazo de 15 dias), um documento para medidas de aconselhamento que o INADEC deixa e uma sanção administrativa.

Dentre os produtos, constam bens alimentares (frescos) e enlatados de caracóis expirados.

“Não se encerrou o estabelecimento, mas são medidas que podem ser modificadas em função da orientação do INADEC. O produto não estava a ser comercializado, estava em armazém, em local definido. O INADEC orientou que o material não deveria estar naquele local, mas estar destruído”, esclareceu.

A apreensão de 325 unidades de produtos diversos, a emissão de 113 notificações e 55 aconselhamentos constam dos resultados de uma acção de fiscalização do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), realizada de 14 a 21 do corrente mês, em Luanda.

Neste período, foram, igualmente, elaborados 14 autos de notícias e distribuídos 20 mandados de multas.

A acção registou, também, a execução de cinco actos de inutilidades de produtos em mau estado de conservação e expirados,  35 unidades de salpicão, 43 de paio, cinco de queijo e igual número de chouriços, além de 19  de atum, que estavam a ser comercializados no mercado de consumo local.