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Governo trabalha para auto-suficiência da produção interna


09 Julho de 2019 | 15h24 - Actualizado em 09 Julho de 2019 | 20h22

Ministro de Estado da Coordenação Económica, Manuel Nunes Junior.

Foto: Nelson Malamba



Luanda - O ministro de Estado da Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, afirmou hoje, em Luanda, que o Executivo está a implementar medidas para que a produção nacional atinja níveis de auto-suficiência nos próximos anos.


Manuel Nunes Júnior destacou a escolha de 54 produtos, no âmbito do Programa de Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI), para satisfazer as necessidades de consumo interno.

Para materialização deste programa, o Executivo aprovou o Programa de Apoio ao Crédito (PAC) que, com base nos acordos assinados com oito bancos bancos comerciais, poderá financiar, até final deste ano, 141 mil milhões de kwanzas.

O ministro de Estado da Coordenação Económica, que falava hoje na abertura da Feira Internacional de Luanda (FILDA/2019), sublinhou que o Executivo vai continuar a trabalhar para que os saldos orçamentais nos próximos anos sejam nulos ou superavitários, para inverter a tendência de endividamento país e abrir espaço para que os bancos comerciais concedam mais créditos à economia, sobretudo às iniciativas que visam incentivar a produção de bens.

Ao reportar os dados do desempenho do ano transacto, enfatizou que as taxas de inflação têm conhecido uma trajectória decrescente com 18,6%, quando a previsão do OGE de 2018 era de 28%.

Para este ano de 2019, de acordo com projecções que constam do OGE/2019 revisto, prevê-se uma taxa ainda mais baixa de 15%.

Lembrou que em finais de 2017, o Executivo de João Lourenço, quando assumiu funções, o país apresentava profundos desequilíbrios nas suas contas internas e externas, daí ter sido aprovado um Programa de Estabilização Macroeconómica, para inverter o quadro e está surtir os efeitos desejados.

“Os défices fiscais vividos nos anos de 2015, 2016 e 2017, foram substituídos por um superávit orçamental em 2018. Um superávit de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB)”, disse.

Entretanto, lembrou que o mercado cambial continua a seguir um movimento no sentido da sua normalização, sendo o sinal mais evidente a redução do “gap” entre a taxa do mercado oficial e a prevalente no mercado paralelo que hoje se situa ao redor dos 30 a 40%. Em Janeiro de 2018 esta diferença era de 150%.

A economia real, disse, também se ressentiu muito da crise e nos últimos três anos Angola tem evidenciado taxas de crescimento negativas, -2,6% em 2016, -0,15% em 2017 e -1,7% em 2018.

O importante, de acordo com o ministro de Estado, é que no último trimestre de 2018, o país registou, pela primeira vez, em três anos uma taxa de crescimento positiva de 2,2%. Para o ano de 2019 prevê-se manter este crescimento, embora com cifras modestas ao redor dos 0,3%.

A Feira Internacional de Luanda (FILDA/2019) aberta hoje conta com pelo menos 785 expositores participam desta edição, representando mais do que o dobro dos 372 da exposição de 2018.

A 35ª edição conta com a participação de 21 países, tendo como estreante a Bielorrússia, que participa com empresários dos sectores do comércio, indústria e agricultura, que procuram por oportunidades de negócios em Angola.

A exposição conta também com expositores da Alemanha,  que  vem como uma delegação governamental e  empresarial e  Portugal.

Índia e  Itália também marcam a sua presença na  Feira Internacional de  Luanda, que decorre sob o  lema “Dinamizar o Sector Privado e Promover o Crescimento Económico”.

Estão expostos produtos e serviços ligados à banca,  telecomunicações e tecnologias de informação,   petróleos,   transportes e logística,  indústria e turismo, construção civil, intermediação imobiliária, agricultura, entre outros.