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Angola e Namíbia trabalham na abertura de postos para turismo transfronteiriço


18 Julho de 2019 | 16h21 - Actualizado em 18 Julho de 2019 | 16h21

Cuando Cubango: Bacia Do Okavango

Foto: Cedida à Angop



Luanda - Representantes de Angola e Namíbia concordaram sobre a urgência de estabelecimento de postos fronteiriços oficiais para promover o turismo e interligar as componentes angolana e namibiana da Área Transfronteiriça de Conservação Okavango Zambeze-ATFC KAZA.


O consenso foi alcançado na reunião da Comissão Bilateral Angola-Namíbia, que decorreu em Windhoek de 12 a 15 deste mês (Julho), durante a qual as partes propuseram também o engajamento das autoridades migratórias e órgãos de Defesa e Segurança dos dois países para promoção do turismo.

Segundo o director da Unidade Técnica de Gestão, da componente angolana  da ATFC KAZA, Rui Lisboa, existe um grande potencial para o desenvolvimento do produto turístico transfronteiriço entre Angola e Namíbia.

Realçou que milhares de turistas internacionais circulam pela Faixa de Caprivi-Namibia, a escassos quilómetros da fronteira angolana, havendo já um grande interesse de operadores turísticos internacionais, de incluírem a componente angolana, nos seus roteiros turísticos regionais.

Contudo, a falta de Postos fronteiriços oficiais, que dão acesso as principais áreas de interesse turístico da componente angolana, nomeadamente Bico de Angola, Benorio, Boa Fé, Luiana Sede e Bwabwata, tem impossibilitado a entrada de turistas internacionais na componente angolana, desestimulando também o investimento do sector privado na região.

Exortou, por isso, os órgãos afins para trabalharem com celeridade no estabelecimento de postos fronteiriços oficiais, nos locais já identificados, nomeadamente Bico de Angola, Bwabwata,Mucusso e Dirico.

Realçou ainda que a componente angolana da ATFC KAZA tem grandes potencialidade naturais, albergando nos parques nacionais de Mavinga e LuengueLuiana, espécies emblemáticas da fauna mundial e pode transformar-se no maior destino eco-turístico de Angola.

Para o efeito, sugere a realização de algum investimento para a melhoria dos acessos e criação de infra-estruturas básicas, que são vitais para o desenvolvimento do turismo na região.

A Área Transfronteiriça de Conservação Kavango Zambeze é uma iniciativa regional de promoção do turismo e protecção dos recursos naturais partilhados, que é integrada por cinco Países da Região da SADC, nomeadamente Angola, Botswana, Namibia, Zâmbia e Zimbabwe.

A componente angolana da ATFC KAZA corresponde a uma parcela territorial da província do Cuando Cubango, integrada pelos Parques Nacionais de Mavinga e LuengueLuiana.

O projecto regional Okavango/Zambeze (KAZA), lançado em 1993, constitui a maior iniciativa transfronteiriça do Continente Africano, com 444 mil e 462 quilómetros quadrados, o mesmo liga 36 áreas de conservação a nível de Angola, Zâmbia, Zimbabwe, Botswana e Namíbia, na região da África Austral.

Considerado um dos maiores e mais ambiciosos planos turísticos em todo o mundo, Okavango/Zambeze é um projecto transfronteiriço em execução desde 2015.

Do lado angolano, o projecto abrange uma parte do território da província do Cuando Cubango, ocupando uma extensão de 87 mil quilómetros quadrados, incluindo as coutadas e reservas naturais do Longa, Luiana e Mucusso.