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Japão reitera apoio ao continente africano


31 Agosto de 2019 | 01h04 - Actualizado em 31 Agosto de 2019 | 01h04

Shinzo Abe, Primeiro Ministro Japonês

Foto: Gildo Komanzala



Yokohama (Dos enviados especiais) - O primeiro-ministro do Japão, Shinzu Abe, garantiu nesta sexta-feira, em Yokohama, que o seu país vai continuar a prestar assistência aos projectos de desenvolvimento do continente africano.


Ao falar em conferência de imprensa, no final dos trabalhos da 7ª Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD7), decorrida em Yokohama, o governante nipónico lembrou que, nos últimos três anos, o sector privado japonês investiu 20 mil milhões de dólares no continente africano.

Sublinhou que o Japão vai continuar a caminhar com o continente africano, para prestar assistência técnica em sectores chaves da economia, como agricultura, infra-estruturas e educação.

O Chefe do Governo do Japão entende que o “boom económico” e o desenvolvimento não devem se circunscrever à Europa e Ásia, mas deve chegar também ao continente africano, daí o Japão ter encontrado na TICAD o meio para ajudar África com projectos de qualidade que sustentem o seu desenvolvimento.

Questionado sobre a diferença entre a cooperação japonesa e chinesa em África, defendeu que os africanos necessitam da ajuda de todos, sendo a China também um parceiro interessado em ajudar o "continente berço".

Shinzu Abe salientou que a assistência para o desenvolvimento do continente africano é importante e deve engajar todos os países com um desenvolvimento expressivo.

Por sua vez, o presidente em exercício da União Africana, o egípcio Abdel Al Sisi, enalteceu o facto de o Japão ter criado a TICAD e realizar reuniões permanentes, onde os africanos apresentam as suas preocupações e dificuldades.

Lembrou que África tem uma agenda própria (2063), mas necessita de apoios para a sua efectiva materialização, razão pela qual defendeu a necessidade da consolidação das parcerias entre japoneses e africanos.

Para o desenvolvimento sustentado do continente, sublinhou que África precisa, urgentemente, de indústria, tecnologia, uma agricultura desenvolvida e infra-estruturas, tendo destacado a necessidade de possuir electricidade, portos, aeroportos, caminhos de ferros e estradas.

Al Sisi advogou que essas infra-estruturas podem ser desenvolvidas se africanos e japoneses caminharem juntos, com base nas parcerias a estabelecer.

A TICAD, criada em 1993, é um fórum multilateral, inclusivo e aberto, lançado pelo Governo japonês, em 1993. Tem a participação de países e instituições africanas, de organizações internacionais de desenvolvimento, do sector privado e da sociedade civil.

As suas edições são organizadas pelo Governo japonês, Nações Unidas, Banco Mundial e pelos países africanos.

A TICAD tem como objectivo primordial promover um diálogo político de alto nível entre os líderes africanos e parceiros internacionais, com vista a mobilizar apoios para as iniciativas de desenvolvimento económico da paz e segurança, com maior apropriação africana.

Pelo menos mais de quatro mil e 450 pessoas de 54 países africanos, do Japão e convidados de outros países participaram, este ano, durante três dias, nesta plataforma de diálogo permanente, com o propósito de encontrar os melhores caminhos para o desenvolvimento do continente africano.  

Nesta edição, deu-se enfoque às questões da paz e segurança, tendo o primeiro-ministro japonês prometido trabalhar para a estabilidade dos países africanos.