Sábado, 28 de Novembro de 2020
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Americanos e franceses apoiam reformas económicas de Angola


18 Outubro de 2019 | 19h48 - Actualizado em 18 Outubro de 2019 | 19h48

Luanda - O departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América e a Agência Francesa de Desenvolvimento manifestaram, nesta sexta-feira, em Washington, a disponibilidade em apoiar as reformas macroeconómicas que estão a ser conduzidas pelo Executivo angolano.


O director-geral da Agência Francesa de Desenvolvimento, Rémy Rioux, prometeu à ministra das Finanças, Vera Daves, o apoio da sua instituição para a implementação da agenda de reformas macroeconómicas em curso em Angola.


“Temos orgulho em ser um novo parceiro para Angola e pretendemos contribuir na retoma do crescimento económico”, disse.

A AFD instalou-se em 2018 em Angola, ao financiar projectos nos sectores da agricultura e águas, mas tem em estudo projectos noutros sectores, o que poderá ser concretizado nos próximos tempos com a assinatura de novos acordos.

Em Washington a delegação angolana manteve um encontro com responsáveis do Departamento do Tesouro, chefiada por Eric Mayer, Assistente Adjunto, que traçou uma panorâmica das reformas estruturais, no tocante à política fiscal, cambial e monetária e do apoio que esta instituição tem vindo a prestar, em matéria de assistência técnica a Angola.


Na capital americana, a ministra das Finanças, Vera Daves, fez a apresentação das medidas de reformas estruturais, tendo destacado a consolidação fiscal, na óptica da despesa e das receitas.

Vera Daves destacou o trabalho progressivo para a expansão do sistema electrónico da contratação pública, assim como as medidas para potenciar a receita fiscal e a privatização de empresas.

No encontro, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, e a directora da Unidade de Informação Financeira, Francisca de Brito, referiram-se às medidas de revisão do quadro legislativo e institucional do sistema financeiro com destaque para a revisão da Lei de Combate ao Financiamento do Terrorismo e combate ao branqueamento de capitais, a revisão da lei das instituições financeiras, Lei do BNA e do sistema de pagamentos que irá introduzir as normas para os pagamentos electrónicos.

A missão angolana tem vindo a desdobrar-se em reuniões estatutárias nas organizações de Breton Woods – Reunião da Constituência nº1 do grupo africano junto do FMI, reunião dos ministros das Finanças da SADC e a reunião dos governadores do G24, assim como os encontros com os investidores de Eurobonds, organizados pelo Deutsche Bank, BBVA, Citibank, KFW, JP Morgan e Standard Chartered.