Sábado, 28 de Novembro de 2020
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Executivo "baixa" preço de venda de diamantes


27 Março de 2020 | 20h54 - Actualizado em 27 Março de 2020 | 20h53

Ministra das finanças, Vera Daves Foto: Pedro Parente

Luanda - O Executivo angolano optou em trabalhar com um preço de referência na ordem de 100.3 dólares por quilate, relativamente à produção e venda de diamantes no mercado internacional.


Essa informação foi avançada pela ministra das Finanças, Vera Daves, esta sexta-feira, no final de uma sessão do Conselho de Ministros.

Anteriormente, o Executivo angolano tinha como referência o preço de 162 dólares por quilate.

“Estamos a prever uma taxa de crescimento negativa, voltando a um cenário de 1.21 por cento se se confirmarem as variáveis previstas”, sublinhou a ministra após a reunião orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.

Suspensão do pagamento a "cash"

A titular da pasta das Finanças falou também da intenção do Executivo suspender o pagamento a "cash" da dívida comercial contratada fora do sistema integrado de gestão financeira do Estado.

A medida está alinhada com as regras de execução orçamental, afirmou Vera Daves, acrescentando que neste capítulo o Governo angolano vai manter a regularização dos atrasados registado no sistema.

Sublinhou que "tudo vai ser pago", mas o que chegou a ser contratada fora do sistema integrado do sistema financeiro do Estado a partir da entrada em vigor do Decreto, apenas será pago via título ou compensação fiscal.

Dinamização económica

No âmbito da dinamização económica, Vera Daves disse que se antevê um tecido empresarial afectado pelas restrições na mobilidade.

Indicou, com base nessa perspectiva, que o Ministério da Economia está a trabalhar em medidas para atenuar esse efeito negativo.

O Banco Nacional de Angola, segundo Vera Daves, vai anunciar acções para tornar mais eficazes o reforço da linha de crédito de apoio às pequenas e médias empresas.

Outra medida do programa de contingência está associado ao adiamento da remoção dos subsídios ao preço dos combustíveis previstos para o segundo semestre de 2020.

Sobre o assunto, a ministra das disse que o momento aconselha que se adie esta medida, para que não seja mais um peso para as famílias e empresas.

“Certamente não será para o exercício de 2020”, concluiu .