Quinta, 03 de Dezembro de 2020
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Quilengues avança na exploração de nióbio


23 Junho de 2020 | 15h50 - Actualizado em 23 Junho de 2020 | 15h53

Huíla: Nióbio Foto: Divulgação

Quilengues - Depois de dois anos de prospecção, o município de Quilengues, província da Huíla, prevê iniciar, no segundo semestre deste ano, a exploração de nióbio, na montanha da Bonga.


Trata-se de um material supercondutor raro, utilizado na indústria espacial, que será explorado pela primeira vez nesta zona do país, conforme o administrador local, Adriano Pedro.

O nióbio é um dos minerais mais raros do mundo, usado no fabrico de turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, indústria electrónica e centrais eléctricas. Também usado para a produção de ligas de aço ou supercondutores.

Para a sua exploração, uma sociedade mineira está a investir USD 100 milhões na denominada concessão de Quilengues, numa extensão de 160 quilómetros quadrados, no complexo Carbonatito de Bonga e Tchivira.

Em declarações à Angop, esta terça-feira, o administrador local informou que o projecto de exploração está a cargo da uma empresa chinesa, denominada Sociedade Niobonga, que trabalha em parceria com a Ferramgol.

O processo de prospecção do mineral permitiu a recolha das amostras que confirmaram a qualidade do minério, já certificada pelas autoridades da província da Huíla.

Segundo o administrador, tendo em conta que a exploração já foi autorizada em Decreto Presidencial, e finda a prospecção, há condições para começar a explorar no segundo semestre.

Sublinhou haver capacidade técnica e humana do investidor e da empresa de exploração para avançar com o projecto nesse período.

Com a implementação do projecto, a autoridade prevê melhorias nas condições sociais da população daquela região da Huíla.

Explicou que, ao explorar o mineral, a empresa é obrigada a atender questões de responsabilidade social, por se tratar da exploração de jazigos de nióbio, minério de interesse estratégico.

O Brasil detém as maiores - e praticamente únicas - reservas mundiais de nióbio, segundo dados oficiais, na ordem de 842,46 milhões de toneladas, espalhadas por Minas Gerais, Amazonas e Goiás.