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SAMAP aposta no reforço das competências técnicas


06 Julho de 2020 | 17h27 - Actualizado em 06 Julho de 2020 | 19h10

Gabela - O Projecto de Desenvolvimento da Agricultura e Comercialização (SAMAP) iniciou hoje, na Gabela, município do Amboim, a primeira acção formativa de 40 formadores mestres de escola de campo, no âmbito do reforço das competências técnicas organizacionais e de gestão dos agricultores familiares.


Durante 30 dias, cinco formadores transmitirão conhecimentos sobre “o fortalecimento das capacidades através da criação de 200 escolas de campo”, o “fortalecimento institucional das unidades locais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pescas”, bem como o conhecimento global para enfrentar os novos problemas de pesquisas”.

O reforço das competências técnicas vai abranger 150 mil agricultores familiares na Conda, Cassongue, Cela, Amboim e Quibala, com a realização da formação prática, tendo como objectivo aumentar a produtividade, a produção e a comercialização, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Na abertura do certame o director-geral adjunto do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) para a Área Técnica, Tarciso Baptista, disse que a implementação de projectos agrícolas familiares procura assegurar um rendimento digno aos agricultores e providencia uma produção que sustenta as agro-indústrias emergentes, para a retoma das exportações.

O representante da FAO para a região sul, Jorge Hotel, destacou que o compromisso com o projecto SAMAP no domínio da formação para assegurada a extensão rural no domínio da agricultura familiar.

Com o apoio da FAO pretende-se em três anos beneficiar 150 mil agricultores familiares na aprendizagem participativa de melhores práticas agrícolas através das escolas de campo.

O projecto tem o pendor produção e comercialização, e este ano agrícola, com o apoio dos técnicos do IDA, pelo menos três mil famílias camponesas colheram 298 mil 754,50 toneladas de mandioca, 50% das quais foram comercializadas.

Assim sucedeu com a produção de milho, que foi de 51 mil 110,80 toneladas e comercializadas 40%, a batata rena 73 mil 740,50 produzidas com 90% comercializadas.

As famílias camponesas produziram 13 mil 763,10 toneladas de feijão comum e comercializaram 70%, já o abacaxi, das 25 mil 228 produzidas, venderam 95.5%, ao passo que o repolho teve uma produção de 39 mil 757 toneladas e vendidas 75%.

No ano transacto foram distribuidas, entre outras, 18 toneladas de milho, 10 toneladas de feijão, 20 toneladas de batata-rena, quatro mil enxadas, 200 toneladas de fertilizantes, cinco motobombas e 15 pulverizadores.

As sementes, adubos e instrumentos de produção foram distribuídas nos municípios da Conda, Cassongue, Cela, Amboim e Quibala.

O projecto visa apoiar, até 2025, cerca de 33.544 famílias camponesas, entre os quais 50 por cento mulheres, 30 por cento da camada jovem e 560 famílias com recurso a agricultura por irrigação.