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Centro de formação agro-pecuária de Calandula carece de apoio


15 Julho de 2020 | 17h19 - Actualizado em 15 Julho de 2020 | 17h19

Malanje - Pelo menos quatro milhões de kwanzas são necessários anualmente pelo Centro Integral de Formação Profissional Agro-pecuária do município de Calandula, a 85 quilómetros a norte da cidade de Malanje, para atender as necessidades de manutenção e compra de equipamentos de formação.


A preocupação foi manifestada hoje, quarta-feira, pelo responsável do centro, Castro Novais, adiantando que a empresa Exxon-Mobil é a única que tem apoiado os agricultores com fertilizantes e outros meios, mas em quantidades insuficientes, razão pela qual urge mobilizar mais apoios.

Nesta senda, precisou que a instituição necessita de um orçamento para a sua gestão e manutenção dos equipamentos de mecânica, culinária, construção civil, agronomia, pastelaria e decoração.

De acordo com o responsável, os cursos de mecânica, construção civil, agronomia, culinária e pastelaria e decoração não arrancaram este ano por falta de dinheiro, sendo que, para além de não dispor de um orçamento, o centro debate-se com falta de energia eléctrica, sementes e adubos.

Fez saber que, para suportar a dieta alimentar dos trabalhadores, foram criadas algumas lavras de hortícolas com produção de cebola, tomate, couve, alface, beringela, pimenta e quiabo, para além de frutas.

Inaugurado em 2013, com o objectivo de formar camponeses para ajudar a aumentar a produção e rendimento familiar através dos métodos sustentáveis, o centro já formou 222 jovens, entre homens e mulheres, e actualmente controla mil e 50 camponeses associados.