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Nova linha permite a Luanda receber mais 500 MW de Lauca


13 Agosto de 2020 | 10h07 - Actualizado em 13 Agosto de 2020 | 20h50

Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges (arquivo) Foto: Angop

Luanda - O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, anunciou, nesta quarta-feira, que Luanda pode beneficiar de mais 500 megawatts de Lauca, com a construção da linha Lauca/Bita/musseque Baia, uma vez estar concluída a desminagem do traçado (extensão onde são implantados os postes de alta tensão).


O ministro, que falava na cerimónia de entrega do certificado de garantia e controlo de qualidade da operação de desmontagem do traçado da linha  feita pelas brigadas do masfamu, disse que além desta linha de 400 KV outras serão construídas para a electrificação do país.

A capital do país recebe regularmente de Laúca, durante a época de cacimbo, 1.100 Megawatts, sendo que no tempo de calor a potência pode ir até 1.300 megawatts.

Conforme o ministro, a barragem ainda não atingiu a sua capacidade (tem disponibilidade de 1670 MW, dos 2070 da capacidade instalada total), daí o ministério estar a trabalhar para que Laúca atinja a sua capacidade máxima em termos de fornecimento de energia.

A operação teve o seu início a 20 de Junho de 2019, na área do AH de Laúca, situado na linha limítrofe entre as províncias de Malange e Cuanza Norte e foi concluída a 17 de Dezembro de 2019, na área da Subestação Eléctrica do Bita Musseque Baia, e contou com três brigadas de desminagem.

O ministro João Baptista  Borges felicitou a Comissão Executiva envolvida nesta actividade, destacando a coordenação da mesma, por ter sido possível a eficiência na interação entre os dois ministérios.

Já a coordenadora da Comissão, a ministra da Acção Social, Família e Promoçâo da Mulher (MASFAMU), Faustina Alves, referiu que o acto representa o cumprimento de uma orientação do Executivo, que tem como prioridade na sua agenda, o desenvolvimento humano e bem estar dos cidadãos, por via da paz, democracia e desenvolvimento harmonioso para o bem de todos. 

Faustina Alves salientou que a desminagem constitui para os angolanos um desafio do presente e do futuro, com o propósito de vermos o país livre de minas e outros engenhos explosivos não detonados.

Disse que para as intenções serem concretizadas é preciso congregar, capacidade,renovar e fortalecer as sinergias nacionais e internacionais, de forma a facilitar a liberdade de circulação de pessoas e bens.

Ressaltou ainda que a actividade de desminagem desenvolvida nestes anos de paz com varios quilómetros de linhas de caminho de ferro; de extensão de fibra óptica; linhas de transporte de electricidade de alta e média tensão, estradas, condutas de água; canais de irrigação; linhas sísmicas; e milhões de metros quadrados de terra para vários fins.

Numa altura em que o país ainda regista acidentes com minas e outros engenhos explosivos, apelou  ao reforço das ações de sensibilização das comunidades e da população em geral, sobre o perigo que as minas continuam a representar para o país, com destaque às populações que circulam em áreas de risco ou não certificadas. 

Números  divulgados pela ministra apontam que 453 mil 097 minas anti-pessoal  26 mil 819 minas anti-tanque, seis mil 095.074 engenhos explosivos não detonados, tres mil 079.264 kilogramas de material letal e 15 milhões 014 mil e 220 metais recolhidos foram desactivados e destruídos em todo o terrirtório nacional.